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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

22/07/2009 09:05

Investigação sobre morte de preso na Máxima não avança

Redação

A investigação sobre a morte do preso Antonio Carlos da Silva Oliveira, de 41 anos, ocorrida no dia 6 deste mês dentro da Máxima, não avança.

De acordo com o diretor da Agepen (Agência Estadual de Gestão do Sistema Penitenciário), Deusdete Barbosa, a investigação dentro da unidade tem 30 dias para ser concluída, mas ainda não há informação concreta sobre o assassinato.

"Cabana", como era conhecido, foi encontrado morto com sinais de agressão na cela 121, da ala A do pavilhão II do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Ele havia conseguido o beneficio de progressão de pena e seria removido para o regime semi-aberto.

A remoção autorizada no dia 2 não foi atendida a tempo de evitar a morte do interno, a terceira morte seguida ocorrida em três meses dentro da unidade. A Agepen também não apresentou justificativas para essa demora.

As mortes dentro do presídio seriam ações comandadas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) de São Paulo de acordo com denúncias feita ao Campo Grande News. A ação da organização criminosa foi constatada por uma investigação do serviços de inteligência ligados à Polícia Militar e à Agepen.

De acordo com a denúncia o PCC enviou ao Estado um integrante intitulado "corregedor", para cobrar "dívidas" dos membros e aqueles que não quitarem seus débitos devem ser mortos, dentro ou fora dos presídios.

A morte de Cabana também é investigada pela 3ª Delegacia, no Carandá Bosque, mas a delegada Rosely Dolor de Andrade afirma que também não novidades do caso.

No dia 6 de maio Bruno Nunes da Silveira dos Santos, 27 anos, outro preso que cumpria pena na unidade passou mal e foi levado ao posto de saúde do Bairro Tiradentes, mas já chegou à unidade sem vida.

Charles Siqueira, de 36 anos, tido como um dos presos mais perigosos do Estado, também morreu no sexto dia de junho. Ele foi encontrado enforcado na cela. Um laudo comprovou o assassinado.

A advogada do interno já havia denunciado que ele corria risco de morte na unidade e havia solicitado remoção dele.

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