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Cidades

Irmão do goleiro Bruno diz ter visto Eliza morrer e pede proteção

Nyelder Rodrigues e Anahi Zurutuza | 04/07/2016 21:55
Bruno foi condenado a 22 anos de prisão por causa do crime (Foto: Divulgação)
Bruno foi condenado a 22 anos de prisão por causa do crime (Foto: Divulgação)

O irmão do goleiro Bruno Fernandes, preso em Minas Gerais pela morte de Eliza Samudio, afirmou em depoimento à Polícia Civil do Piauí, estado onde está detido, que viu o momento em que a modelo foi morta, mas quer entrar no programa de proteção à testemunha para revelar mais informações.

Rodrigo Fernandes das Dores de Sousa, 27 anos, foi ouvido pela polícia piauiense através de carta precatória da Polícia Civil carioca, que pediu a colaboração para colher o depoimento dele, já que ele indica os locais onde podem estar os restos mortais da modelo - hoje, o filho dela com Bruno mora em Campo Grande com a avó.

No depoimento ele confirmou que estava no Rio de Janeiro quando Eliza foi sequestrada. "Disse também ter presenciado o homicídio de Eliza Samúdio, ocorrido em Minas Gerais, e informou que prestaria mais informações a respeito caso venha a ser incluído em programa governamental de proteção à testemunha", confirma em nota a Polícia Civil carioca.

A veracidade do depoimento está sendo apurada pela Polícia Civil tanto do Rio de Janeiro como de Minas Gerais, onde ocorreu o homicídio e devem estar os restos mortais de Eliza. "De acordo com a delegada titular, foi encaminhada cópia do termo de declaração para o Tribunal do Júri de Minas Gerais para as providências cabíveis", completa a PC do Rio.

Caso - Bruno foi condenado pela morte de Eliza Samudio, que desapareceu em 2010. À época, a jovem buscava na Justiça que o então goleiro do Flamengo reconhecesse a paternidade de seu filho. O menino mora em Campo Grande com Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza.

Conforme a investigação, Eliza foi torturada e morta a mando do goleiro. Com base nos depoimentos, foram descobertos indícios de que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, teria sido contratado para matar a jovem e esconder o corpo.

Ele teria asfixiado e cortado o corpo da modelo, jogando os pedaços para os cães da raça Rottweiler, que ele criava. A condenação de Bruno foi em 2013.

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