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Campo Grande, Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

10/12/2010 16:39

JBS/Bertin doa equipamento para os Bombeiros como parte de acordo com o MPT

Ricardo Campos Jr.

Ministério encontrou irregularidades trabalhistas na empresa

O frigorífico JBS/Bertin doou equipamentos de respiração para o 1° Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul com parte do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o MPT (Ministério Público do Trabalho) em função de irregularidades encontradas no frigorífico.

Segundo informações da assessoria de imprensa do MPt, o equipamento doado custou R$ 300 mil, no entanto, o frigorífico comprometeu-se a destinar R$1,5 milhões em prol de entidades sul-mato-grossenses.

O TAC foi firmado em função de irregularidades na jornada de trabalho e na segurança dos empregados do frigorífico. Em fevereiro de 2008, houve vazamento de gás amônia nas dependências da unidade de Campo Grande

Os aparelhos que compõem o equipamento são os mais modernos existentes e a corporação de MS é a primeira no Brasil a contar com essa tecnologia que foi desenvolvida na Alemanha após o desabamento das torres gêmeas do Word Trade Center, em Nova Iorque, que ocasionou a morte de muitos bombeiros nas operações de socorro.

O conjunto é composto pelo equipamento de proteção respiratória PSS 7000, um modem acoplado e uma estação de controle chamada PSS Merlin. A unidade móvel também faz recarga de cilindros de mergulho.

O Coronel de Paula, do Corpo de Bombeiros de MS, explica que a unidade autônoma de ar respirável tem um modem que faz leituras e informa a quantidade de ar e emite sinal visual e sonoro informando quando há imobilidade da pessoa que está utilizando o equipamento. A estação também informa se houve algum acidente.

O procurador do Trabalho Odracir Juares Hecht, autor do TAC, os equipamentos representam significativo avanço para a melhoria das condições de trabalho dos bombeiros no combate a incêndios e em situação de grande desgaste físico.



A Empresa JBS/BERTIN, deveria tabém, reparar os danos causados aos funcionários que estavam presentes no dia do vazamento do gás e que foram demitidos após terem entrado com uma ação indenizatória na Justiça do Trabaho. Ação esta que já teve sua sentença em 1º grau e da qual, discaradamente, a empresa recorreu.
 
Marcus Silva em 10/12/2010 06:52:27
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