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Cidades

Jovem disse que fugiu com medo do pai de garota morta

Redação | 29/04/2010 10:47

Adriano Costa e Silva, de 25 anos, suspeito da morte da adolescente Jéssica Brandão de Lima, de 17 anos, disse para o delegado do 4º Distrito Policial, Wellington de Oliveira, que fugiu após perceber que a garota havia morrido porque sentiu medo do pai dela, Moraci Pereira Brandão, que, segundo ele, é conhecido como "uma pessoa perigosa".

Adriano foi preso ontem à noite acampado em uma barraca, em Jaraguari. O carro dele foi encontrado na madrugada de domingo,na BR-262 e, segundo o delegado, de lá ele foi a pé para o local em que ficou escondido.

Jéssica morreu na madrugada de domingo e a Polícia acredita que ela possa ter sofrido uma overdose, após consumir cocaína. Adriano admite que os dois haviam ido a uma festa e bebido muito e que ela havia inalado o pó.

No quarto em que o casal morava, na casa do pai de Jéssica, a Polícia encontrou 68 gramas de cocaína e uma pequena porção de maconha.

Adriano contou que Jéssica começou a passar mal e ele a levou até a varanda da casa para tomar ar. Ele diz que não acionou socorro porque não tinha o número de telefone. O rapaz nega ter agredido a jovem, diferente do que sustenta a família da garota. Segundo os pais, o corpo tinha sinais de violência, informação que também é rebatida pela Polícia Civil. Agora é aguardado o resultado do exame necroscópico, que vai apontar com exatidão a causa da morte.

Ontem quando Adriano foi preso várias pessoas se aglomeraram em frente ao 4º Distrito Policial e ameaçavam lincha-lo. Por questão de segurança, ele foi levado a outro local.

O delegado voltou a reforçar nesta manhã que outras pessoas podem responder pela morte da adolescente, com base no artigo 19 de o Estatuto da Criança e Adolescente, que diz: "Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária, em ambiente livre da presença de pessoas dependentes de substâncias entorpecentes".

O advogado de Adriano, José Roberto Rodrigues da Rosa, esteve no 4º Distrito Policial e agora segue para o Garras, onde está preso o rapaz para conversar com o acusado pela primeira vez.

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