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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

04/04/2011 16:59

Justiça ouve a portas fechadas presidiários que comandavam trafico

Nadyenka Castro e Paula Maciulevicius

Audiência acontece no plenário do júri

Cinco presos foram apresentados pela Denar. Eles esconderam os rostos. (Foto: João Garrigó)Cinco presos foram apresentados pela Denar. Eles esconderam os rostos. (Foto: João Garrigó)

A Justiça ouve nesta segunda-feira, a portas fechadas, presidiários que comandavam o tráfico de drogas. A audiência é realizada no plenário do Tribunal do Júri do Fórum de Campo Grande e a imprensa não pode acompanhar.

Além dos réus, são ouvidas também testemunhas de acusação e defesa. Audiências como esta são geralmente realizadas nas salas destinadas a elas, nos cartórios. No entanto, esta acontece no plenário do Júri devido a grande quantidade de pessoas a serem ouvidas.

O juiz responsável pelo caso não permitiu a presença da imprensa alegando que o caso está em segredo de justiça.

A audiência refere-se ao esquema desarticulado na operação denominada Tic Tac, realizada em agosto do ano passado, pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico.

De dentro do presídio, Marcos Elias da Costa, conhecido como "Pirata", apontado como líder da quadrilha, contratava "mulas" para transporte da droga, proveniente principalmente do Paraguai e que seguiam para São Paulo e Paraíba. A descoberta do esquema foi feita por meio de quebra de sigilo telefônico.

"Pirata" foi preso em 2007 por uso de documento falso em Rio Brilhante. Dez anos antes, ele participou de um roubo a um carro-forte, e matou o motorista. O caso aconteceu em São Vicente (SP).

A esposa de Pirata, Daisy Miolli da Silva, conhecida como "Panda", também participava do esquema.

”Panda" era considerada poderosa dentro do presídio feminino, comandando o tráfico de dentro da cela e organizando a distribuição de drogas entre as presidiárias.

O esquema envolvia ainda outras cinco pessoas, entre elas os proprietários das empresas Ferreira e Fortunato, que vende cestas básicas, e Nogueira Camargo Transportes.

Desde o início das investigações, em janeiro do ano passado, até o dia da operação, em agosto, 13 pessoas foram presas.

Durante a ação foram apreendidos 40 quilos de cocaína em seis lugares diferentes, celulares na cela de Pirata, um Audi, três motocicletas, e uma bicicleta avaliada em R$ 2.500,00.

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E os Direitos humanos querem acabar com a quebra de sigilo telefônico.
Eses bandidos fazem o que querem dentro da cadeia, o certo seria isolar todos els, a pão e água.e sem aproteção dos direitos humanos. Esse "entidade" deveria se preocupar com quem trabalha e paga impostos, enão com marginais, mesmo sendo esses que pagam por essa proteção.
 
Kamél El Kadri em 05/04/2011 07:46:22
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