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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

12/02/2014 17:07

Maioria dos desembargadores foi contra a compra de shopping

Edivaldo Bitencourt e Luciana Brazil
Joenildo ignorou opinião da maioria para comprar shopping por valor mais caro (Foto: Pedro Peralta)Joenildo ignorou opinião da maioria para comprar shopping por valor mais caro (Foto: Pedro Peralta)

A maioria dos 31 desembargadores do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) foi contra a compra do Shopping 26 de Agosto para a construção da Central dos Juizados Especiais. Eles defenderam, em carta endereçada ao presidente do órgão, desembargador Joenildo de Souza Chaves, a inclusão de outros dois prédios cogitados, o Hotel Campo Grande e do Shopping Marrakech, que poderiam trazer uma economia de até R$ 18 milhões aos cofres públicos.

O Campo Grande News teve acesso, com exclusividade, a uma carta assinada por 16 magistrados, em que pedem a submissão da desapropriação do prédio do empresário Rubem Salim Saad, ao Tribunal Pleno.

No entanto, a solicitação não foi submetida aos demais integrantes da corte. Chaves também não acatou o pedido para criar uma comissão para avaliar qual a melhor proposta para o Poder Judiciário e decidiu, sozinho, pela compra do shopping por R$ 38,870 milhões.

Conforme levantamento divulgado ontem pelo Campo Grande News, o Hotel Campo Grande, que tem área construída de 8.834 metros quadrados. Localizado na Rua 13 de Maio e com 13 pavimentos, custaria R$ 21 milhões ao TJMS.

O outro imóvel avaliado foi o Marrakech, avaliado em R$ 24,597 milhões, com 10.040 metros quadrados. O prédio tem vaga de estacionamento para 53 carros e um terreno próximo com 405 m², que poderia ser adquirido para abrigar os veículos.

Reprodução de trecho da carta em que magistrados questionam compra de Shopping 26 de Agosto (Foto: Marcos Ermínio)Reprodução de trecho da carta em que magistrados questionam compra de Shopping 26 de Agosto (Foto: Marcos Ermínio)

No documento encaminhado ao presidente do TJMS, os desembargadores pedem para que os dois imóveis fossem considerados entre as opções de compra para abrigar os Juizados Especiais.

“Como tomamos conhecimento de vários outros imóveis, alguns com preço menor de avaliação, que poderiam preencher os requisitos de aquisição, tem a presente a finalidade de solicitar a Vossa Excelência que o procedimento administrativo de aquisição de imóvel seja levado para conhecimento e possível aprovação do Pleno deste Tribunal”, pedem os magistrados.

A carta reprovando a compra tem o aval do ex-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, e de outros magistrados, como Vladimir Abreu da Silva, João Maria Lós, Francisco Gerardo de Souza, Marcos José de Brito Rodrigues, Manoel Mendes Carli, Marcos André Nogueira Hanson, Luiz Tadeu Barbosa e Divoncir Schreiner Maran.

Com o valor economizado na compra, de R$ 14,2 milhões a R$ 17,8 milhões, o Tribunal de Justiça poderia realizar as obras de adaptação para receber os juizados. Conforme o levantamento, a área exigida para abrigar o novo prédio é de 8 mil metros quadrados e estacionamento com capacidade para 350 veículos. Ou seja, qualquer um dos dois imóveis mais baratos estavam de acordo com as exigências.

Outro ladoO presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joenildo de Souza Chaves, confirmou a existência da carta de reprovação. No entanto, ele disse que foi feito esclarecimento verbal aos desembargadores descontentes. E alguns teriam retirado a assinatura.

No entanto, Chaves não informou quantos magistrados retiraram as assinaturas.

Na justificativa para optar pelo Shopping 26 de Agosto, o Tribunal de Justiça destacou que o imóvel é novo.
A primeira avaliação feita pelo empreendimento, que foi construído para ser um shopping popular e fracassou, era de R$ 36 milhões. No entanto, após três novas avaliações, o Tribunal de Justiça elevou o preço para R$ 38,870 milhões.

O centro comercial acabou frustrando dezenas de lojistas e pequenos investidores, que aplicaram as economias no espaço e não obtiveram retorno. Eles tentaram seqüestrar o dinheiro pago pela indenização para não ter prejuízos, mas a Justiça negou todos os pedidos de arresto.2



Numa negociação desta, infelizmente sempre tem alguém levando vantagem, aliás, muita vantagem. São valores vultuosos, que mesmo considerando uma comissão de 5% (o que é normal), já seria suficiente pra enriquecer quem recebe. O problema é que não se contentam com apenas 5, fala-se em 10, 15 ou 20%, e quando se admite 20, pode até ser mais. Estranho é, com base na carta assinada por 16 desembargadores, faz-se um "esclarecimento verbal" e "convence alguém a retirar sua assinatura". Quer clareza na coisa pública documenta-se, esclarece ao contribuinte quais foram as explicações e nomina-se quem retirou a assinatura e deixa tudo documentado. É o mínimo!
 
Sebastião Rosa em 13/02/2014 14:10:22
Teo Barbosa:
"O povo tinha que ficar com o Hotel Campo Grande. Como é justiça de graça e quem se socorre dela não paga imposto tem mais é que ficar com o prédio velho apertado e mofado. Só o Forum tem que ser bem estruturado pois quem entra nele é quem paga custas do processo. Agora já que é prédio para os Juizados Especiais, onde só os necessitados vão, estou contra aqueles que optaram pelo prédio maior, escada rolante, elevador e tal. Eu que pago imposto não quero financiar a vida boa do povão que só toma tereré e vai pagar de patrão no ar condicionado, andar de escada rolante, tirar documento de graça, processar quem quiser e sem pagar um realzinho sequer. Tomara que o macdonalds fique ali para gastarem ao menos c a casquinha. Agora além do bolsa família tem o Estado pai. Absurdo!" (2)
 
Leonardo Miguel em 13/02/2014 14:02:18
Seria melhor transformar o local num novo camelódromo e desativando o antigo, pois o shopping 26 de Agosto tem mais estrutura e conforto para os Comerciantes e consumidores, e ainda o atual camelódromo não esta lá essas coisas né, está muito difícil andar lá dentro pois esta muito apertado pros consumidores andar de tanta loja que ele tem. além do 26 de Agosto ter espaço suficiente, os antigos comerciantes poderiam continuar no local, evitando prejuízos futuramente! é minha opimião
 
Willian de Jesus Danguides em 13/02/2014 13:36:44
Queremos saber quanto mais, além do alto preço pago pelo prédio, vão gastar para adequar o espaço??? Será que vai ser mais um tanto desses gasto com a compra do prédio??? Abram os olhos senhores. São essas pessoas que cuidam da justiça???
 
Marcílio dos Reis em 13/02/2014 13:19:46
Téo Barbosa, voce me desculpe, mas engana-se quem acha que o povão só toma tereré o dia todo e não faz nada, o povão é quem realmente trabalha, e trabalha no sol, na rua, não é no arzinho não, os patrões ficam só na mesinha assinando a papelada que quem preparou foi o povão, então voce está sendo injusto ao dizer que o povão tem mais que se lascar no prédio velho e no calor, parabéns ao presidente que escolheu a melhor opção para o POVO e não para os juizes, o povo merece ser atendido num prédio novo e andar de escada rolante e elevador, o POVO construiu este país, se não fossem os nordestinos que trabalham de sol a sol, São Paulo não seria nada, seria menos que Campo Grande.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 13/02/2014 13:02:00
comentarios sem conhecimento de causa,(detalhes) não é correto e não é bom, porque a midia só divulaga o que convem a ela para dar ibope ou atender interesse de seus patrocinadores.Mas gostaria de saber porque a justiça, o ou MP, não esta protegendo os comerciante que ali estavam. que na maioria são micro empresarios e aplicaram até o que não tinha , para ter um negocio. ai acontece o emblolio, e eles se transformaram em
mariscos entre o MAR E O ROCHEDO. .
 
carlos roledo em 13/02/2014 12:58:12
Essa cartinha não é carta de reprovação. Basta ler e ver qe apenas estao querendo considerar outras opções. Ao que parece outras opções foram consideradas, inclusive a de receber terreno ou doação de imovel do governo. Todas as opções não serviram. Parabéns ao presidente. Siga em frente e jamais ouça opinião de nomes escritos aí nessa carta. Muitos são mais sujos que pau de galinheiro.
 
Fábio tammashiro Rocha em 13/02/2014 12:55:25
Se a maioria dos desembargadores foi contra a compra do Shopping 26 de Agosto, pregunta-se: o atual presidente só faz o que bem entende ou foi mais uma exigência/ingerência do governador no poder judiciário?
 
Osmar Felinto de Mello em 13/02/2014 11:36:05
O povo tinha que ficar com o Hotel Campo Grande. Como é justiça de graça e quem se socorre dela não paga imposto tem mais é que ficar com o prédio velho apertado e mofado. Só o Forum tem que ser bem estruturado pois quem entra nele é quem paga custas do processo. Agora já que é prédio para os Juizados Especiais, onde só os necessitados vão, estou contra aqueles que optaram pelo prédio maior, escada rolante, elevador e tal. Eu que pago imposto não quero financiar a vida boa do povão que só toma tereré e vai pagar de patrão no ar condicionado, andar de escada rolante, tirar documento de graça, processar quem quiser e sem pagar um realzinho sequer. Tomara que o macdonalds fique ali para gastarem ao menos c a casquinha. Agora além do bolsa família tem o Estado pai. Absurdo! Esquerda caviar!
 
Teo Barbosa em 13/02/2014 11:33:20
Não falo mais nada só observo.
Cansada de tanta roubalheira, sacanagem, corrupção em todas as esferas, cansada de trabalhar 13/14 horas por dia e não ver resultado, cansada...
Vontade de sumir deste Brasil que não reconheço mais e nem me representa.
 
lizeti aparecida zanineli em 13/02/2014 10:01:11
ESQUEMA!!! Nessa terra só se dá bem esses que tem esquemas. Gente corrupta que faz as coisas obscuras, tapeando a população, roubando, desviando dinheiro público, tirando de muitos para favorecer a pouquíssimos.
É TUDO FALCATRUA DE GENTE PÚBLICA COM PESSOAS INFLUENTES
 
Fabiano Pontes em 13/02/2014 09:50:34
Só lembrando que além do shopping 26 de agosto ser um prédio muito mais novo que os outros dois, ainda possui estacionamento MUITO maior, além de pavimentos livres, sem paredes de alvenaria, o que permite a flexibilização do espaço conforme a necessidade do tribunal, enquanto que os outros prédios, além do custo de aquisição, ainda seria necessário o desembolso de outro montante para a demolição. Nenhum dos programas arquitetônicos dos três prédios atende perfeitamente as necessidades do tribunal, mas o 26 de agosto é o que possui a maior probabilidade de se tornar funcional a um preço razoável.
 
Joaquim Modesto em 13/02/2014 09:36:47
Ser contra por conta do valor é o único motivo válido. Já considerar o antigo Hotel Campo Grande (cuja planta é totalmente inadequada para o TJ, em minha humilde opinião, sem vagas suficientes e sem acessibilidade) e o Marrakech (tá de brinqueitchon? 53 vagas?)..
 
Marcos Rumolli em 13/02/2014 09:02:23
Quem decidiu foi a Secretaria de Administração do Governo, que rejeitou os outros prédios por serem velhos ou inviáveis para as atividades ali exercidas, pelo menos é o que está no processo. Tem alguém querendo bater nesse juiz aí por alguma razão.
 
Eugenio Bezerra em 13/02/2014 08:55:20
Se o imóvel "Marrakech" foi avaliado em R$ 24,597 milhões, com 10.040 metros quadrados, significa que o seu M² custaria R$ 2.449,90.
Se o Hotel Campo Grande, que tem área construída de 8.834 metros quadrados, foi avaliado em R$ 21 milhões ao TJMS, o seu M² custaria R$ 2.377,17.
O Shopping 26 de agosto custou R$ 38.870 milhões, com 17.000 metros quadrados, logo o valor por M² é de R$ 2.286,47.
Portanto, parabéns ao Presidente do TJ/MS por ter comprado o prédio mais novo dos três, pelo menor preço por M², além da sua melhor localização.
 
luiz inacio em 13/02/2014 08:46:11
Gente, tudo neste pais é comprado, quem comprou já estava comprado, desembargadores, juízes, ficais, tudo se compra no Brasil e no MS não é diferente, existe uma cartilha que todos leem e com gosto.
 
FERNANDO JUSSIANI em 13/02/2014 08:34:52
Avaliaram as outras duas opções e viu-se que nenhuma delas era viável, um local com 50 vagas de estacionamento é a mesma coisa que um local sem estacionamento, o hotel Campo Grande, quem colocou como opção realmente estava no mundo da lua, imagina o atendimento ao público num prédio de sei lá 15 ou 20 andares? Agora vamos lá, economizaria 14 milhões que poderiam ser utilizados na reforma? Pra que comprar um imóvel onde voce terá que fazer uma reforma monstruosa? Aonde vão fazer um estacionamento decente na área do Marrakech ou mesmo na do hotel Campo Grande? As pessoas tem que pensar antes de falar, não tem espaço físico, a não ser que escorem os prédios e façam garagem subterranea, mas aí 14 milhões ia ser pouco pra obra hein? Tem gente contra o presidente que tá procurando pêlo em ovo.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 13/02/2014 08:20:21
Alguém saiu ganhando alguns milhões!!! Nesse país de corruptos, sempre tem alguém levando vantagem, isso em todos os poderes. O câncer da corrupção está acabando com esse país.
 
GILMAR CARVALHO em 13/02/2014 07:24:29
Caro João Pedro: vc tem certeza que não sabe mesmo por que foi comprado com este valor absurdo? É dinheiro público irmão, se fosse dinheiro deste senhor aí, ele iria pechinchar com certeza... mas o dinheiro público... que se dane... estamos a pé em relação à ética nas instituições de nosso Estado...
 
luiz eugenio em 12/02/2014 23:32:10
ueh pq sera então q foi feita a negociação!!
é uma pouca vergonha a corrupção esta na cara e como sempre ninguém faz nada!! nem mesmo os desembargadores....
 
roberto bezerra de meneses jr em 12/02/2014 23:10:41
Não dá para aceitar uma compra destas por quase 40 milhões. Porque um acréscimo de 30% da suposta "taxa de comercialização". Quem iria comprar aquele elefante? Eta negócio mal explicado. Cadê o MP? Isto ainda vai parar no CNJ.
 
José Carlos em 12/02/2014 22:21:22
Rapaz, isso cheira muito podre. Alguém deve ter ganho muito com essa compra.
 
Carlos Magno em 12/02/2014 22:13:58
Mas será que se comprassem outro prédio que não fosse o do Rubinho Saad o " comprador" ganharia os 20% de comissão ??????? Perguntar não ofende, mas eu só queria entender!!!!
 
Janio Santos Pereira em 12/02/2014 21:26:32
Acho uma pouca vergonha, ta brincando com dinheiro publico, e assim ele nao cumpre com o pagamento das dividas com os serventuários da Justiça, mas fica a dica pq nao paga a URV E ATS DOS SERVIDORES?
 
Maria Garcia em 12/02/2014 18:29:51
Como é possivel retirar uma assinatura após ter analisado o que se vai concordar.Isto é muito comum em políticos após serem convencidos porque isto faz parte da sua natureza na maioria deles.Mas os juízes causa muita surpresa.
 
Fernando Alves em 12/02/2014 18:20:05
Será quem negociatas até no Poder Judiciário? Como confiar na Justiça?
 
Jose Vicente Avalhas Marques em 12/02/2014 18:08:50
Se a maioria é contra, por quê foi comprado? Esse MS é difícil de explicar em quase tudo.
 
João Pedro em 12/02/2014 17:57:36
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