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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

11/02/2014 17:01

Tribunal pagaria R$ 18 milhões a menos por outro shopping e hotel

Edivaldo Bitencourt e Aline dos Santos
Tribunal de Justiça vem agilizando a construção da Central de Juizados no 26 de Agosto (Foto: Cleber Gellio)Tribunal de Justiça vem agilizando a construção da Central de Juizados no 26 de Agosto (Foto: Cleber Gellio)

O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que adquiriu o Shopping 26 de Agosto por R$ 38 milhões, tinha ao menos duas opções mais baratas para centralizar serviços do Poder Judiciário: o Shopping Marrakech e o Hotel Campo Grande. O órgão poderia economizar cerca de R$ 18 milhões se optasse pela alternativa mais em conta.

Os dois imóveis atendiam o principal requisito do Judiciário, uma área de aproximadamente 8 mil metros quadrados. A economia para os cofres públicos poderia chegar a R$ 17,8 milhões.

A proposta de venda do Marrakech era de R$ 24.597.975,00. Localizado na esquina das ruas 25 de Dezembro e Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados, o imóvel fica próximo ao Fórum e à Prefeitura de Campo Grande.

De acordo com a proposta, a área inicial de 8.959.41 m² (metros quadrados) passou por alterações e foi ampliada para 10.040 m². O imóvel tem cinco pisos: terraço, segundo andar, primeiro andar e subsolo.

O subsolo comporta 53 veículos. Na rua 25 de Dezembro, um terreno de 405 m², que também entraria na negociação, disponibilizava mais 20 vagas de estacionamento. Os dados foram disponibilizados ao tribunal em março de 2013.

Também mais barato, o Hotel Campo Grande, na Rua 13 de Maio, poderia ser adquirido por R$ 21 milhões. O prédio tem 13 pavimentos em elevação, um pavimento de subsolo, um mezanino e uma cobertura com casa de máquina e caixa d’água. A área total edificada é de 8.834 m². O estacionamento comporta 40 veículos, mas área pode ser ampliada.

Conforme a proposta de venda, esquadrias, piso e elevadores estão em bom estado de conservação. As informações foram repassadas em agosto de 2013.

Os imóveis foram avaliados após o Tribunal de Justiça acatar recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para centralizar os serviços em um local de fácil acesso.

Atualmente, o órgão gasta R$ 70.539 por mês com alugueis. O tribunal informou ao governo, responsável por desapropriar o imóvel que seria escolhido, de que a necessidade era um prédio de aproximadamente 8 mil metros quadrados e estacionamento com350 vagas para carros e 50 para motos.

O Shopping 26 de Agosto é o que mais se enquadra, por ser construção recente e que facilitaria a adaptação, segundo justificativa anexada ao processo.

Os outros dois imóveis foram descartados porque são construções “muito antigas” e as vagas de “são insuficientes para atender a demanda”. Outro ponto apontado foi o alto custo da reforma.

A Amamsul (Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul) também teria opinado pela compra do Shopping 26 de Agosto e manifestado-se contra o Hotel Campo Grande e o Shopping Marrakech. O outro ponto seria a pouca acessibilidade.

O primeiro preço ofertado pelo Shopping 26 de Agosto foi de R$ 36,5 milhões. Este valor acabou sendo elevado após novas majorações.

O Campo Grande News entrou em contato com o Tribunal de Justiça, mas a assessoria ficou de se manifestar após receber email. 

 



Falar mal todo mundo fala , quero ver fazer algo para mudar . No TJMS não tem apenas "ladrões" tem gente que trabalha também , e muito , pois existem funcionarios que não fazem nada e para que as coisas não parem os funcionarios bons trabalham por 3. Sr. VALTER CASTILHO duvido o senhor conseguir trabalhar em um lugar que quando chove molha mais a parte interna do predio do que a externa , e mais duvido o senhor conseguir resolver este problema que acontece em todos os predios do poder judiciario .
 
Roberli Ferreira em 12/02/2014 13:17:10
O JUDICIÁRIO NÃO TEM HUMILDADE E CARIDADE NENHUMA. Acabou, é uma parte desumilde e avessa ao bem comum do Estado. É como se fosse a "liga da justiça" que tudo pode em prol de si mesmo. Se o judiciário tivesse uma preocupação com a revitalização da cidade e com o bem comum, acho que não deveria nem optar por estas duas opções aí, e sim, pela rodoviária antiga. Eu, como cidadão, estou indignado com a falta de HUMILDADE que historicamente assolou o judiciário e que ainda, infelizmente, assola. Lamentável. Eu DISTÂNCIA desse tipo de organização assolada pela desumildade. Obrigado.
 
Fernando Giardino em 12/02/2014 12:52:17
Para isto o dinheiro existe, mas para pagar um valor para os funcionários que já foi julgado pela justiça não tem. Tem servidor que já morreu sem ver seu dinheiro. E viva o Poder Judiciário!
 
Elisabeth Mattos em 12/02/2014 12:34:33
O comentário do Teamajormar procede. Mais: o Hotel Campo Grande não foi configurado para ser um prédio empresarial, mas hoteleiro, ainda mais por sua antiguidade os ambientes úteis (apartamentos) tendem a ser mais apertados; qualquer novo uso que se proponha a ele, em que pese seja "teoricamente possível" e com o perdão da palavra, no mínimo "dá torcicolo" para se adaptar (tirar paredes x preservar a estrutura, custos, etc.). O barato sairia caro.
Talvez a Rodoviária, pela concepção estrutural antiga, incorra em situação parecida à do Hotel Campo Grande.
Uma coisa é contestar o que se gastou para desapropriar o 26 de Agosto. Outra coisa, completamente distinta, é se as demais "alternativas" de prédios disponíveis realmente atenderiam à necessidade da parte interessada.
 
Marcel Ozuna em 12/02/2014 11:11:17
Para descobrir os motivos da escolha, basta saber o nome do proprietário do prédio do shopping 26 de agosto...
 
Ocimar Santiago Ramires em 12/02/2014 10:53:12
TODOS SABEM O QUE ACONTECEU NESTA NEGOCIAÇÃO,MAS NINGUEM TEM CORAGEM DE CONTESTAR E QUEM PAGA ´SOMOS NÓS OS CONTRIBUINTES E OS COMERCIANTES QUE ESTAVAM LÁ,O QUE PRECISA SER FEITO É UM ACOMPANHAMENTO DOS ÓRGÃOS FEDERAIS NO DINHEIRO DEPOIS DE PAGO ONDE ELE VAI PARAR OU PARTE DELE.... ESTAMOS DE OLHO.
 
Carlos Borges em 12/02/2014 10:38:59
Vamos pelo inicio, o hotel Campo Grande, é um elefantão branco que tá entalado há mais de 20 anos, o prédio precisaria de uma reforma cujo custo compraria dois shoppings 26 de agosto e ainda sobraria para o café, o Marrakech é um empreendimento que está funcionando, portanto eles teriam dor de cabeça para tirar os lojistas que já consolidaram seus pontos de venda naquele endereço, o espaço é menor, o estacionamento é minúsculo, em ambos os casos a população teria dor de cabeça para conseguir estacionar pois as duas áreas já estão estagnadas de veículos e sem espaço para novas vagas, o Shopping 26 não só tem dois estacionamentos amplos com capacidade de sobra, poderiam usar o subsolo para os juizes e funcionarios e o ultimo andar para os transeuntes. Fora a valorização da área da 7 e da 26.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 12/02/2014 10:10:57
Queriam que o Governo comprasse um lixo para a população ? Só porque o juizado especial é de graça e é o povão que tem que frequentar um prédio péssimo ?
No Hotel ao invés de justiça gratuita poderia ser um motel para o povo já que lá só tem leitos, porque logicamente aquilo era um Hotel!!
Quem tinha interesse nesses outros prédios, quer mesmo é que o povo se lasque. Parabéns ao Governador André! Deixa o Hotel Campo Grande para o Bernal.
 
Max Lima em 12/02/2014 09:45:20
E depois falam que não tem dinheiro para a saúde...isso é uma vergonha!!!!
 
luara nascimento em 12/02/2014 09:40:08
Absurdo...enquanto isso a população é que paga o pato!!!
 
Carina Pessoa Morais em 12/02/2014 08:13:49
Não sei se havia algum problema social a ser resolvido com o prédio na 26 de agosto (o prejuízo dos comerciantes lá é enorme). Entretanto, se poderia ter comprado o prédio do antigo shopping Marrakech ou o prédio do extinto hotel Campo Grande, penso que o tribunal fez uma grande bobagem.
O primeiro, fica perto de prédios da prefeitura, do Fórum e em área nobre da cidade. O outro no centro, fácil acesso, além de ser um prédio histórico para cidade que merecia receber o poder judiciário.
 
Fabiano Silva em 12/02/2014 07:18:49
ta td aí, td mundo vê mas ninguém faz nada, não é novidade, o dinheiro q é do povo sai dos cofres públicos e vai para o bolso dos corruptos, lavagem de dinheiro etc...
Brasil, será q tem jeito, vamos acordar, nesse ano politico vamos escolher certo pra não reclamar depois!!
 
roberto bezerra de meneses jr em 12/02/2014 07:03:07
Economias razoáveis; mas para que economizar se as excelências podem gastar? O dinheiro entra fácil; se diminuir o governo dar umas canetadas, alguns ministros, deputados e senadores dizem uns termos incompreensíveis aumentam a carga tributária; pronto, resolvido o problema.
E a câmara de vereadores? Já sei, o Marrakech não comporta todos eles! As adaptações assim como no caso do judiciário terão que ser profundas demais! Ou os nobres tem um amor incondicional pelo Jatiuka Park? No meu ver as duas primeiras questões que coloquei são pra enganar e encher o ouvido do povo. Já o amor incondicional é minha aposta da verdade rsrsrs. Jd Estados é démodé rsrsr?!
Agora, pra finalizar alguém responda: que adaptações são essas tão grandiosas que precise de gastos tão elevados pra serem realizadas?
 
Valter Castilho em 12/02/2014 00:23:16
O valor do imovel na 26 de gosto, MENOS 20% , daria quase o valor dos outros dois imoveis cotados. Aparentemente, 20% tá na média.
 
adelar francisco taffarel em 11/02/2014 21:11:25
A area da antiga Rodoviaria não é Publica?Poderia ser lá! Mas foi a melhor escolha que o TJMS fez, pois trata-se de um predio novo e bem estruturado.
Toninho
 
Antonio Cavalcante de Souza em 11/02/2014 20:37:45
É que no Hotel Campo Grande e no Marrakech, a taxa de comercialização provavelmente, não chegaria nos 30% combinados no Shopping da 26 de agosto. Simples.
 
Jose Carlos em 11/02/2014 19:29:57
com certeza sempre devemos acompanhar essas questões e cobrar uma boa administração dos recursos públicos, mas acredito que a reforma necessária no antigo hotel campo grande ficaria muito caro...
 
laercio souza em 11/02/2014 18:39:33
A reportagem só faltou apurar uma coisa: a quantidade de vagas para estacionamento no Shopping 26 de agosto, onde são 02 pisos de garagem: subsolo e terraço.
O estacionamento do Marrakech são para os condôminos... só os juízes e conciliadores leigos esgotariam as vagas existentes. E como ficariam os advogados, a população em geral? Naquela região, não existem vagas.
Por fim, sugerir o Hotel Campo Grande, é uma opção ainda mais inviável: o seu estacionamento, quando muito, deve comportar uns 50 carros. E o custo de energia elétrica, manutenção e climatização de todos aqueles andares?
Que foi um ótimo negócio para os donos do 26 de Agosto, e que por isso mesmo, chama a atenção tal negociação, realmente é inegável. Mas as alternativas da matéria estão fora da realidade!
 
Teamajormar ALmeida em 11/02/2014 18:29:03
Aqueles que governam o poder público têm o poder de fazer tudo o que for necessário com o dinheiro que é de todos, mas quem disse que tem alguém preocupado com o cidadão? Estão preocupados com a porcentagem que cada um leva nessas milionárias transações e depois de decidirem isso "como prioridade", aí sim, se sobrar alguma coisa em que dê para pensar na população...assim o fazem.
 
LUCAS GOMES ANDRADE em 11/02/2014 17:54:07
Pois é, é fácil gastar o dinheiro alheio....não sai dos bolsos deles....e não sai messssmooo....cortesia com o chapéu alheio...pobres de nós brasileiros nas mãos dessa classe...
 
Paulo Bonsini em 11/02/2014 17:25:20
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