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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

19/03/2015 11:52

Maratona de audiências vai discutir impactos da duplicação da BR-163

Aline dos Santos
Rodovia será duplicada e empresa vai cobrar pedágio. (Foto: Marcos Ermínio)Rodovia será duplicada e empresa vai cobrar pedágio. (Foto: Marcos Ermínio)

Os impactos da duplicação dos 847 quilômetros da BR-163, concedida à iniciativa privada, serão discutidos em audiências convocadas pelo Ibama em quatro cidades de Mato Grosso do Sul. A primeira reunião será no dia 24 de março em Coxim. No município, são esperadas repostas sobre a construção de nova ponte no rio Taquari, passagens para boiadas e até mesmo para que lado da rodovia serão criadas as novas faixas.

De acordo com o prefeito Aluizio São José (PSB), a administração municipal quer discutir impactos da obra na economia, meio ambiente e para quem reside às margens da rodovia. Segundo ele, também precisam ser esclarecidos os pontos de travessia, como, por exemplo, para acesso a batalhão do Exército e passagem de boiadas. Em Coxim, a audiência será a partir das 19h, no auditório da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul).

No próximo dia 25, a audiência sobre o EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) será em Campo Grande. A Capital já informou que precisa de dez pontos de travessia na região do macroanel. Outro pedido é de que as compensações ambientais sejam utilizadas no parque Cônsul Assaf Trad. A sugestão é fazer a recomposição da vegetação no parque, que tem 25 hectares e é o quarto maior parque da cidade.

Na Capital, a audiência será no teatro do Colégio Dom Bosco. Nos dias 26 e 27 de março, os debates acontecem em Dourados e Naviraí. Na primeira, a reunião acontece na Associação Empresarial e Comercial. Em Naviraí, a reunião será na Câmara Municipal. A elaboração do EIA/Rima teve custo de R$ 5,2 milhões.

De acordo com a assessoria de imprensa da CCR MS Via, empresa que administra a rodovia, as audiências públicas fazem parte do processo de licenciamento ambiental, a cargo da EPL (Empresa de Planejamento e Logística).

Em 2014, a BR-163 foi repassada para a iniciativa privada, que vai fazer duplicação e cobrança de pedágio.



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