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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

25/09/2009 17:08

Mobilização na internet garante doações de leite a criança

Redação

A mobilização de leitores do Campo Grande News pela internet tem gerado inúmeras doações do leite à base de peptídeos para Isabela Vitória Marques Ortiz, de um ano, que é alérgica ao glúten e a lactose.

"Não esperava que as pessoas ligassem tanto", revela a mãe da menina, Gleiciane Marques Robaine, de 23 anos. Ela conta que hoje 15 pessoas agendaram visita à sua residência, que fica no bairro Atlântico Sul, para entregar a doação do leite especial.

E confessa que "já perdeu as contas" de quantas entraram em contato com a família, depois de ver a matéria sobre o drama que eles enfrentam com o tratamento da criança.

Depois de ouvir muitos "não" do Poder Público, a avó da criança, que tem o nome preservado porque é servidora pública estadual, agradece a solidariedade das pessoas que têm dado apoio.

"Hoje uma mulher me entregou o dinheiro para comprar três latas de leite, e contou que já passou por uma situação parecida", conta a avó,.

Depois de ler no site a matéria sobre Isabela, a redatora publicitária Márcia Scherer decidiu fazer uma campanha pelo twitter em prol da criança. "Fiquei sensibilizada e vi que o twitter era a melhor ferramenta para isso", diz.

Márcia explica que escolheu a ferramenta que usa diariamente, e usou como estratégia destinar a mensagem a políticos, jornalistas, e pessoas que são influência em Campo Grande.

"Tem um monte de gente transmitindo a idéia, fiquei até meio surpresa", revela. Contatos feitos por meio da rede de Márcia também já agendaram a visita à família de Isabela.

Responsabilidade - Apesar de se sensibilizar com o caso e de querer contribuir com a família, leitores do Campo Grande News lembram que é responsabilidade do Estado fornecer o medicamento e alimentação, imprescindíveis para a saúde da criança.

A leitora Waneide Ferreira dos Santos Assis destaca ainda que o procedimento não pode ser considerado "favor", porque está previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A equipe de reportagem entrou em contato com a Defensoria Pública Estadual, para saber quais providências a família deve tomar para que o Poder Público forneça o leite.

Segundo a coordenadora da Defensoria, Zeliana Luzia de Larissa Sabala, é necessário que a família da menina entre com uma ação solicitando que o estado ou o município forneçam o medicamento. E ressalta que não é possível precisar o tempo que leva para que essa ação seja julgada.

Contudo, como se trata de um caso de urgência, pois a criança precisa do leite para sobreviver, é possível incluir na ação, explica Sabala, o pedido de liminar para que o leite seja fornecido imediatamente.

De acordo com a coordenadora, se houver laudos médicos que comprovem a necessidade, certamente será proferida uma liminar em favor da família.

Ontem (24), a avó da criança explicou que chegou a procurar o órgão para pedir ajuda, mas "desanimou" ao ser informada de que o procedimento demoraria cerca de 120 dias.

Questionada sobre essa informação, a coordenadora da Defensoria garante que uma situação de urgência como a de Isabela tem a ação protocolada com urgência, e certamente não leva 120 dias para ser julgada. "Se algum funcionário deu essa informação está equivocado", afirma.

Caso - Após um ano percorrendo vários postos de saúde e hospitais particulares da cidade cada vez que a menina tinha febres e convulsões, a família de Isabela descobriu sua alergia a glúten e lactose.

Mas, o intestino já estava bastante lesionado pelo tempo em que ela ingeriu essas substâncias, consideradas tóxicas pelo seu organismo. Por isso, a criança terá que ficar sob dieta líquida por tempo indeterminado.

E a base dessa dieta é um leite com fórmula à base de peptídeos, cuja lata custa R$ 103,00 e dura apenas um dia. Além das alergias comprovadas que a menina apresenta, os médicos acreditam que ela seja alérgica também a carboidratos, mas ainda precisam de exames mais específicos para comprovar a suspeita.

interessados em fazer doações devem ligar para o telefone (67) 9276-5613.

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