A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/11/2012 11:32

Modelo no País, MS faz seminário para discutir saúde prisional

Mariana Lopes
MS realiza I Seminário Estadual de Saúde Prisional (Foto: Rodrigo Pazinato)MS realiza I Seminário Estadual de Saúde Prisional (Foto: Rodrigo Pazinato)

Teve início na manhã desta segunda-feira (19), no hotel Grand Park, em Campo Grande, o I Seminário Estadual de Saúde Prisional do Mato Grosso do Sul. A proposta do evento é avaliar e aprimorar o Plano Operativo Estadual e o Coap (Contrato Organizativo de Ações Públicas de Saúde), que coloca o Estado como modelo no Brasil de articulação na saúde básica dentro de praticamente todos os presídios fechados.

Em Mato Grosso do Sul são 17 presídios fechados e somente as unidades de Campo Grande, Corumbá e Dourados que ainda não aderiram ao Plano Operativo, o que dá subsídio para manter dentro das penitenciárias uma equipe de profissionais de saúde básica para atender os detentos.

De acordo com gerente da Saúde Prisional de MS, José Magno Macedo Brasil, o sucesso do Plano Operativo é a articulação dos municípios com a SES (Secretaria Estadual de Saúde). “Cada prefeitura recebe diretamente da União o recurso para manter a saúde básica nas unidades carcerárias, essa autonomia alivia mandar os presos para a rede de saúde”, afirma.

Conforme a chefe de Divisão de Saúde do Sistema Prisional de MS, Maria de Lourdes Delgado Alves, desde 2003 existe o Plano Estadual de Assistência à Saúde Prisional, que garante a verba para os municípios atenderem as necessidades da saúde básica.

Isso representa uma equipe de dentistas, médicas, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e, em alguns casos, até educadores físicos, em cada presídio de regime fechado.

Victor Eloy afirma que MS é exemplo na forma de organização da saúde prisional (Foto: Rodrigo Pazinato)Victor Eloy afirma que MS é exemplo na forma de organização da saúde prisional (Foto: Rodrigo Pazinato)

Segundo o consultor da Saúde Prisional do Ministério da Saúde, Victor Eloy Fonseca, Mato Grosso do Sul foi o segundo estado do Brasil a assinar o Coap e o primeiro a contratualizar os municípios. “MS é exemplo na forma de organização da saúde prisional”, afirma.

Victor comparou articulação daqui com a de São Paulo. “Lá, a saúde prisional é centralizada na Secretaria de Saúde, os municípios não têm autonomia como aqui, então, além de perder a referência do detento, demora mais o atendimento e ainda aumenta o volume de presos na rede”, explica.

Em todo o País, apenas cinco estados assinaram o Coap, sendo Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Piauí, Rondônia e Tocantins. De acordo com Victor Eloy, o Ministério da Saúde repassa um incentivo de R$ 3,7 mil para cada equipe de saúde básica que atende nas unidades carcerárias.

O seminário, que segue com palestras e discussões até amanhã, reúne representantes da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e representantes do Ministério da Justiça, da Vara de Execução Penal, do Ministério Público Estadual, do Conselho Penitenciário Estadual, do Conselho Estadual de Saúde e do Cosems (Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul).

STF tem maioria a favor de delação negociada pela Polícia Federal
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou hoje (13) maioria para manter a autorização legal para que a Polícia Federal (PF) possa negociar delações pre...
UFGD oferece vagas em 36 cursos de graduação pelo Sisu
A UFGD (Universidade da Grande Dourados) está ofertando 944 vagas em 36 cursos de graduação para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada). As inscrições...


Como gostam de enganar, mas hoje é mais difícil enganr o povo. Seja preso ou não, é obrigação do Estado e Município atender a pessoa. Esses eventos deixa claro a falta de conhecimento administrativo de recursos. A maioria que lá estão não entende e nem vão atender nada nesse setor por ser área específica da saúde. Em apenas 2 horas já seria suficiente para dizer o que quer ou vai fazer. Sou Funcionário público e me sinto com vergonha quando vejo isso.
 
luiz alves em 20/11/2012 07:27:18
os internos em presidios sao seres humanos e merecem sim ser tratados como gente, eles sao tao amados por DEUS COMO QUALQUER UM SER TRABALHADOR QUE DIZ QUE PAGA IMPOSTOS ETC........................................../
 
neusa pereira de campos em 19/11/2012 22:41:18
É como o alan gomes diz, os políticos só investem em seus semelhantes os "criminosos" e para os cidadãos de bem fica a conta para pagar em forma de impostos! Porque será que eles não querem uma revisão das leis do judiciário? Senão os primeiros a irem para a cadeia são eles próprios! O povo tem de ser mais esperto e abrir os olhos, parar de sonhar e viver a realidade. Tem de ter pena de morte sim, perpétua sim, todo preso deve pagar pelos seus custos aos cofres públicos e as vítimas de seus atos, todo preso deve trabalhar para o estado sem remuneração (na fabricação de móveis, ruas, estradas, etc...), todo desvio de verba deve ser reembolsado ao estado alem de banimento do setor público e pena (conforme o caso, se influênciou em morte, danos, etc..) como os casos citados acima. Pense!!!!
 
Alexandre de Souza em 19/11/2012 19:41:35
que beleza esse brasil, perdendo tempo, mão de obra, dinheiro (e muito dinheiro), na questão de presos, enquanto isso os CIDADÂOS que sofreram com esses amebas, NADA, os presos são mais bem tratados do que nós cidadãos que trabalhamos.
 
alan gomes em 19/11/2012 11:42:28
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions