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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

07/08/2009 11:51

Moradores querem comprar área invadida há anos no Leblon

Redação

Diante da possibilidade de despejo em poucos dias de uma área pública localizada no Jardim Leblon, em Campo Grande, moradores apelam à prefeitura para comprar os lotes onde moram.

Com decisão da juíza Maria Isabel de Matos Rocha, do último 4 de agosto, os moradores têm 30 dias para deixar local.

A área é parte de uma quadra da rua Manoel Joaquim de Moraes, tem 5 mil metros quadrados e recebeu o nome de Vila Vilma. No local moram cerca de oito famílias e já existem também estabelecimentos comerciais.

De acordo com relato de moradores, a área foi invadida há muitos anos e a maioria dos que estão hoje compraram os lotes de terceiros. Em 2006, um funcionário da prefeitura passou pelo local e percebeu que havia sido ocupado.

O caso foi comunicado à Prefeitura que entrou na Justiça com pedido de remoção das famílias. Os moradores procuraram o MPE (Ministério Público Estadual) para tentar permanecer no local.

No entanto, a lei diz que lotes públicos não podem ser vendidos, com exceção que haja interesse da própria administração.

A Justiça então definiu que os moradores devem deixar a área, pois as edificações serão demolidas.

As famílias querem agora audiência com o prefeito para tentar encontrar uma solução para o caso. A intenção deles é comprar os lotes. Eles argumentam que se a situação for regularizada, tanto a Prefeitura quanto os moradores, irão ganhar.

Tentativa - Para Adriano Gomes das Neves, que trabalha em uma loja de materiais usados de construção, que é do pai dele, se a Prefeitura autorizar a compra dos lotes, será vantajoso para os dois lados.

Para a Prefeitura que irá ganhar com venda e com os impostos e para os moradores e comerciantes que não precisarão arrumar outro local para viver.

Adriano aponta outra alternativa para a situação: que a Prefeitura conceda casas próximas dali para os moradores.

Ele diz que o comércio do pai gera emprego e renda para quatro famílias e se for demolido, estas poderão passar por dificuldades.

Segundo Adriano, o pai dele, Anilson Gordo das Neves, investiu pelo menos R$ 30 mil no local e se perde-lo, também terá dificuldades de se sustentar. "Eu sou novo, mas meu pai que tem 63 anos, o que vai fazer da vida, vai viver do que?".

Anílson comenta que não acreditava que a situação poderia chegar a esse ponto. "Ainda não estou acreditando", diz.

O motorista Vanderlei Petricioli Betio, garante que comprou o lote de 10 x 20m, há quatro anos, por R$ 5 mil. Ele construiu uma pequena casa porque tem medo de ser obrigado a sair. Vanderlei mora com os três filhos, sendo o mais velho, com sete anos.

"A vontade nossa é ficar aqui e regularizar a situação. Se não der certo, a gente vai ter que voltar a pagar aluguel, que é o que todo mundo corre".

Gilmar Gonçalves Gutierrez, também mora em lote do mesmo tamanho do de Vanderlei e diz que pagou a mesma quantia.

O mototaxista conta que já investiu de R$ 16 a R$ 20 mil na casa em que mora com a esposa. Ele se diz muito preocupado com a possibilidade de perder tudo. Gilmar sofreu um acidente e está afastado do trabalho.

Alternativa - Foi lançado pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB) o projeto Lote Legal que regulariza situação de terrenos públicos ocupados.

O secretário de Habitação, Paulo Matos, diz que a situação das famílias da Vila Vilma pode se enquadrar nesse projeto. "Tem que ser avaliada a situação dessa área e dessas famílias, dependendo pode entrar neste projeto".

Segundo ele, o projeto lançado na quarta-feira (5) e já regularizou 62 lotes. A expectativa, segundo ele, é que até o fim do mês chegue a até 200 terrenos regularizados.

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