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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

20/05/2014 14:22

Mosquito se adapta ao frio e dengue preocupa até no inverno em MS

Filipe Prado
O mosquito começou a se adaptar ao frio, o que assusta os especialistas (Foto: Marcos Ermínio)O mosquito começou a se adaptar ao frio, o que assusta os especialistas (Foto: Marcos Ermínio)

A incidência da dengue no inverno preocupa a SES (Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul). O mosquito Aedes Aegypti, que normalmente atacava no verão, adequou aos fatores climáticos do Estado e continua se reproduzindo em temperaturas mais baixas.

Conforme o coordenador estadual de Controle de Vetores, Gilmar Ribeiro, houve incidência da doença no inverno do ano passado. “Nós temos percebido que, independentemente do frio, a dengue é presente. Já não existe mais dengue sazonal”, analisou, sobre a epidemia só ocorrer no verão, marcado por calor e chuva.

Ele explicou que com o tempo “o próprio vetor tem se habituado ao clima e aos fatores do Estado”. Ele explica que o mosquito é doméstico e fica dentro das residências, onde se protege do frio.

 

“Também vemos que não temos mais uma época de inverno tão fria. Já tivemos períodos de calor dentro da estação”, completou. “Está mais difícil eliminá-lo, por conta destes novos fatores”, admitiu Ribeiro.

De acordo com o LIRAa de abril, as cidades de Sidrolândia, Corumbá, Paranaíba, Três Lagoas, Dourados e Campo Grande estão com os maiores índices de infestação do Estado, entrando em médio risco. Eles alcançaram 3,3%, 2,8%, 3,5%, 1,6% e 2,8%, respectivamente, no levantamento.

Mas mesmo com o inverno próximo, os números podem não cair. “A tendência é diminuir, mas como tem mudado os fatores, não sabemos como será”, afirmou o coordenador. Tanto que na Capital, apesar das temperaturas mais amenas nos últimos dias, o número de casos notificados por dia triplicou, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, passando de 10 para 30 diariamente.

Focos – Conforme Ribeiro, a preocupação maior é com a quantidade de focos do Aedes Aegypti. Hoje a maioria é concentrada nos domicílios. “O Estado, de maneira geral, tem percebido a quantidade de focos domésticos. As pessoas pensam que são em terrenos, mas a maioria é no próprio quintal”, garantiu.

No levantamento da Capital, a Diretora de vigilância em saúde da Sesau (Secretaria de Saúde Pública), Marcia Dalfabro, afirmou que os campo-grandenses não estão cuidando dos focos. “A maioria foi encontrada dentro das casas”, relatou.

“É a cultura do Estado. A população não esta sensibilizada”, finalizou Ribeiro.

Do início do ano até agora, Campo Grande registrou 2,5 mil notificações da doença. Em todos os casos, os pacientes com os sintomas têm exames que comprovam a doença solicitados. No ranking de incidência da dengue, a Capital ocupa o 10º lugar.

A cidade com maior incidência da doença é Bodoquena, que já notificou 232 casos durante o ano e tem população de 7,9 mil pessoas. Os municípios com nenhum registro da doença em 2014 são Angélica, Bataiporã, Inocência, Japorã, Juti e Nova Andradina.



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