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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/05/2013 09:02

MPT monta força-tarefa para avaliar condições de trabalho em frigoríficos

Nadyenka Castro
Funcionários de frigorífico interditado em abril em Três Lagoas (Foto: Arquivo)Funcionários de frigorífico interditado em abril em Três Lagoas (Foto: Arquivo)

As condições de trabalho de quem é funcionário de frigorífico preocupa o MPT (Ministério Público do Trabalho), que faz uma força tarefa para fiscalização deste setor em todo o País. Em Mato Grosso do Sul, há grandes empresas do ramo e há constantes queixas de trabalhadores sobre jornada exaustiva e questões de segurança. Em seis meses, resolução que novas normas para a atividade entra em vigor no País. 

De acordo com o coordenador nacional do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos, o procurador do Trabalho, Heiler Natali, funcionários de frigoríficos estão entre os trabalhadores que mais adoecem no Estado.

De acordo com ele, é significativa a quantidade de trabalhadores deste setor que ficam menos de 15 dias longe das empresas por doenças musculares. Se for levado em conta somente dados do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) - que contabilizam afastamentos por mais de 15 dias – a quantidade de ‘doentes’ no setor será menor.

Conforme Heiler, a situação é a mesma em todo o País. Ele citou como exemplo um frigorífico de Rio Verde (GO), onde levantamento do MPT junto à empresa com 8,6 mil funcionários mostrou que em um ano e meio, foram 60 mil afastamentos por doenças musculares e mentais.

Ele explica que o trabalho em frigorífico é um dos que mais oferecem risco ao trabalhador. Há riscos de cortes, amputações, queimaduras e inalação de gás tóxico. “A quantidade de fatores de risco é grande”, diz Hiler.

Para melhorar as condições deste trabalhador, entra em vigor em seis meses nova Norma Regulamentadora. Hiler explica que o principal item é a obrigatoriedade da pausa. “O ritmo deles é absurdo. Excede 400% o limite seguro da capacidade do trabalhador”, disse. “Há casos em que o funcionário não pode nem ir ao banheiro”, ressalta.

Segundo o procurador, dos cerca de dois mil frigoríficos que existem no País, mais de 1,5 mil são de pequeno porte e estão no interior.



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