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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

01/07/2016 20:17

MS vai participar de núcleo federal que vai policiar as fronteiras

Nyelder Rodrigues
O chefe da Sejusp, José Carlos Barbosa (primeira da direita para a esquerda) foi um dos participantes da reunião (Foto: Divulgação)O chefe da Sejusp, José Carlos Barbosa (primeira da direita para a esquerda) foi um dos participantes da reunião (Foto: Divulgação)

Quatro forças policiais federais e estaduais vão se integrar para compor um núcleo federal permanente de inteligência e informação que contará com a participação de Mato Grosso do Sul e outros quatro estados - Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

O objetivo do projeto é elaborar ações estratégicas de combate ao crime organizado na região de fronteira, tendo em vista que Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, vizinhos do Paraguai, Bolívia e Argentina, são áreas estratégicas e rotas do tráfico de drogas que sustenta as organizações criminosas nos grandes centros.

A medida foi divulgada nesta sexta-feira (1) pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, após reunião na sede da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e que contou com a participação do chefe da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa.

"Cada uma das polícias [rodoviária, federal, militar e civil] cederá uma equipe e trabalhará em conjunto para somar todas as suas informações e dados", disse Alexandre de Moraes.

O ministro ainda explica que a ideia pode se expandir para todos os estados do país. Já o secretário de MS, José Carlos Barbosa, ressaltou que a ideia inicia um novo processo de diálogo e de proteção às fronteiras. "Se protegemos as fronteiras, protegemos toda a sociedade brasileira", frisa.

Funcionamento - Durante coletiva de imprensa, o ministro da Justiça detalhou que cada núcleo estadual poderá apresentar demandas específicas a outros ministérios, como o da Defesa e de Relações Exteriores, e à Casa Civil, além do próprio Ministério da Justiça e Cidadania.

Além da troca de informações e trabalho de inteligência que serão desempenhados nos núcleos, também será feito um policiamento mais ostensivo das fronteiras. Moraes pretende lançar uma medida para que policiais militares inativos, há cinco anos, possam integrar a Força Nacional para proporcionar um patrulhamento mais eficiente.

Os representantes dos cinco estados deverão, nos próximos dias, indicar os componentes dos núcleos, que devem ser policiais já atuantes na área de inteligência.

Nas próximas semanas será feita uma reunião para que os órgãos possam começar a atuar dentro de 15 dias mais ou menos. Os membros serão deslocados de seus departamentos originais para trabalharem exclusivamente nos núcleos.



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