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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

16/09/2013 10:34

Mulher sequestrada deixou ex entrar em casa para pagar conta de água

Graziela Rezende

Embora a maioria das denúncias, de que mulher está presa em casa, sem acesso as chaves e ao telefone, não tenha fundamento, casos de sequestro e cárcere privado aumentaram 133% este ano em Campo Grande. O mais grave, de acordo com a Polícia, foi descoberto há 3 dias, quando uma mulher de 48 anos foi resgatada após ser espancada e torturada pelo ex-marido.

Segundo a delegada Rosely Molina, titular da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Raimundo Bispo da Cruz da Costa, 37 anos, possuía medidas protetivas contra a vítima, porém foi ela que permitiu a entrada dele na casa, principalmente porque o casal antes dividia despesas e ele teria retornado para quitar uma conta de água.

Porém, assim que entrou na casa, deu início às agressões. Ele tentou matá-la três vezes, por enforcamento, toalha molhada e de asfixia com um edredom. De acordo com Molina, a agressão foi tamanha que a mulher chegou a cuspir sangue, porém recebeu atendimento médico assim que resgatada e agora está bem.

Dentro da casa, a mulher tentou pedir socorro a mãe, porém o autor impediu, quebrou o celular e atirou vários objetos na mulher, entre eles um ferro de passar roupa que lesionou o seu rosto, além de destruir vários objetos da casa. No entanto, esta não seria a primeira agressão.

Ao todo, em três anos de relacionamento, foram seis ocorrências de violência doméstica registradas contra Raimundo. E inclusive por receber a intimação para prestar depoimento, o agressor teve um “ataque de fúria” e investiu contra a ex-mulher. Ele foi autuado por lesão corporal (violência doméstica), ameaça desobediência, sequestro e cárcere privado.

Ocorrências: No ano passado, de Janeiro a Agosto, a Deam confirmou como sendo verdadeiras três das centenas de denúncias recebidas, inclusive com a prisão do autor. Este ano, no mesmo período, sete informações foram concretizadas, totalizando um aumento de 133% no crime.



Até quando mulheres serão espancadas, estupradas, ameaçadas, assediadas ; até que alguém tome alguma atitude? Se a mulher citada no texto já tinha medida protetiva contra o ex-marido é pq ele já havia a agredido antes, quantas vezes a mulher precisa ser espancada até que o agressor seja realmente preso? Após a sua morte?
A lei Maria da Penha tem brechas e falhas muito grandes que acabam por não punir corretamente o agressor e dá brechas para oportunistas. Fora que se a mulher agredida não tiver um relacionamento com o agressor em questão não têm abrangência dessa lei, ou seja, ficam a mercê de delegacias que nunca as protegem.
O caso do rapaz que espancou uma moça no estacionamento de um hipermercado de CG, virou em pizza, o agressor foi se "refugiar" em Ponta Porã e nada foi feito.
 
Rhaisa F. Moleno em 16/09/2013 11:24:42
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