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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

01/12/2009 17:00

Neide teve alucinações antes da morte, dizem testemunhas

Redação

O casal que viu Neide Mota Machado ainda com vida na tarde de domingo (29/11) revela que a ex-médica teve alucinações antes de morrer dentro do próprio veículo, em uma chácara no Jardim Veraneio, em Campo Grande.

Questionada acerca da seringa que segurava, num primeiro momento Neide Mota disse: "foram as crianças que deixaram".

Mais uma vez foi perguntado a ela sobre a seringa e ela respondeu: "são estas crianças que ficam mexendo no meu carro o tempo todo".

As testemunhas prestaram depoimento à Polícia Civil, que investiga o caso como morte a esclarecer.

A Polícia requisitou exame toxicológico, que poderá apontar se alguma substância química causou a morte.

O telefone celular da ex-médica também será submetido à perícia, para tentar identificar pessoas que tenham falado com Neide Mota.

Outro exame aguardado é o grafotécnico, que irá comparar se o papel encontrado no carro da ex-médica foi escrito por ela. Para a análise, um caderno com a grafia de Neide foi apreendido.

A previsão é que em até 30 dias os resultados sejam entregues à Polícia Civil, que também aguarda o laudo necroscópico.

A análise preliminar feita pelos peritos aponta a possibilidade dela ter cometido suicídio.

Os legistas detectaram marca de agulha no braço esquerdo de Neide, na curvatura do antebraço.

Como a ex-médica é destra, as condições do corpo levam a crer que ela mesmo aplicou substância encontrada em uma seringa que estava na mão de Neide.

Dentro do carro onde ela morreu, estavam duas seringas de 10 ml cada, além de dois frascos com lidocaína, um deles aberto.

O produto é usado como anestésico local para procedimentos simples como os odontológicos.

Existe a suspeita de que a ex-médica tenha trocado a substância dos frascos e substitído a lidocaína por outro medicamento que possa ter provocado a parada cardíaca.

No carro em que a ex-médica foi encontrada morta havia um papel com frases que falavam de morte.

Familiares afirmam que ela costumava copiar frases que ela gostava.

O caso Neide Mota foi descoberto em 10 de abril de 2007, quando uma reportagem de TV denunciou que a clínica dela era usada para a prática de aborto.

Uma lista com quase 10 mil nomes de mulheres foi encontrada no local quando a Polícia iniciou as investigações contra ela.

Depois do escândalo, Neide Mota foi impedida de exercer a medicina.

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