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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

15/10/2016 08:16

Novatos ou veteranos, professor de hoje se reinventa todos os dias

Christiane Reis
Sofia Amorim diz que não sabe fazer outra coisa, que não seja dar aula. (Foto: Fernando Antunes)Sofia Amorim diz que não sabe fazer outra coisa, que não seja dar aula. (Foto: Fernando Antunes)

O avanço da tecnologia e o afastamento da família da comunidade escolar. Estes são alguns dos desafios aos olhos de mestres que estão na sala de aula há décadas e mesmo daqueles que iniciaram o ofício há pouco tempo. Para conduzir as aulas e conseguir avançar na arte de educar, a saída é usar a criatividade e se reinventar todos os dias.

Em sala de aula há 25 anos, a professora Sofia Amorim, de 55 anos de idade, mesmo já estando aposentada, continua lecionando e gosta do que faz. “Hoje eles levam celular para sala de aula, são atentos a tudo e nós precisamos no reinventar e oferecer aulas mais dinâmicas para ganhar a atenção dos alunos”, diz.

Ela conta que se comparar a época que começou a dar aula e os dias atuais, além da tecnologia, o que mudou mesmo foi o comportamento do aluno. “Sou de uma época que o professor era uma autoridade em sala de aula, muito respeitado, hoje já não é bem assim. Mas eu sei lidar com as crianças e não me vejo fazendo outra coisa na vida que não seja dar aula”, declara, ela que é pedagoga e da aula para crianças do 1º ao 5º ano na Escola Estadual José Maria Hugo Rodrigues, em Campo Grande. Na avaliação da professora, a família está distante e atribui à escola o papel de educar. “Parece que houve mesmo uma transferência. A família precisa dar mais atenção aos filhos”, diz.

Essa não é uma leitura apenas de quem está em sala de aula há décadas. Elton Teixeira da Silva, 30 anos, é professor de História na Escola Estadual Bonifácio Camargo Gomes, em Bonito, leciona para o alunos do ensino fundamental e médio há cinco anos. “É uma experiência compensadora. Sou muito agradecido pelas oportunidade que tive e que procuro ensinar história de um jeito diferente, sempre com dinamismo”, conta.

Ele acredita que a questão do avanço tecnológico é desafiador, porque faz com que o professor busque se atualizar e encontre formas de usar os recursos para desenvolver as aulas. Outro desafio, na leitura dele, é atrair os pais para escola, pois estão distantes da vida escolar. “Em alguns momentos esses familiares ficam distantes e isso dificulta um pouco, mas nós temos de encontrar meios de também envolvê-los”, diz.

Novatos ou veteranos, professor de hoje se reinventa todos os dias

Cenário – Segundo a SED (Secretaria de Estado de Educação), na rede estadual de ensino, os professores somam 19 mil profissionais, quase a totalidade, 99% tem curso superior e os com curso superior em início de carreira recebem R$ 4.727,67.

Para o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio Nobre, é preciso avançar, tanto na questão da tecnologia quanto nas ações de atração dos pais para o ambiente escolar. “Existem aspectos que atrapalham um pouco o trabalho do professor, a forma como o jovem se comporta, às vezes, foge ao controle da família e isso acaba se transferindo para o professor”.

A secretária Estadual de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta acredita que ao longo do tempo o professor passou de ser o detentor da informação para se tornar o mediador do conhecimento. “ Isso significa que temos de nos adaptar ao aluno, e enxergá-lo como o grande protagonista da educação”. Ela acrescentou que ações são realizadas para orientar os professores no uso das tecnologias disponíveis e também para atrair novamente os pais ao ambiente escolar.

Na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande são 5.263 professores concursados e 3.749 contratados. A secretária municipal de Educação, Leila Cardoso Machado, também acredita que a participação da família é fundamental. "A participação das famílias é um dos pilares no processo educacional de crianças e jovens”. Entre os desafios, a secretária destaca também o investimento na formação continuada do professor.

Reinvenção – Às vezes o que se chama de reinvenção, pode ir desde aulas mais dinâmicas e alegres até mesmo um incentivo para que o aluno conheça outros universos. Esta foi uma uma das iniciativas do professor Elton Teixeira da Silva, que incentivou a participação do aluno Wesley Ferraz, 16 anos, na 13ª edição do Programa Parlamento Jovem Brasileiro – PJB 2016. Ele representou Mato Grosso do Sul e esteve na Câmara dos Deputados, em Brasília, de 26 a 30 de setembro.

“Se não fossem as aulas dele (do professor) eu não teria tido a oportunidade de participar. Ele nos trouxe a informação e estimulou a nossa participação. Posso dizer que comecei a gostar de história de pois das aulas dele, pois são muito atrativas”.

Ao ser questionado sobre o que o professor tem de diferente, a resposta foi incisiva: “ Ele!! ele fala a nossa língua e consegue tornar a aula bem atrativa”, avalia.

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