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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

19/08/2013 10:09

Obrigados a "ambuzar" doentes, enfermeiros podem entrar em greve

Aline dos Santos
No começo do mês, Santa Casa teve que transferir pacientes do setor de emergência. (Foto: Cleber Gellio)No começo do mês, Santa Casa teve que transferir pacientes do setor de emergência. (Foto: Cleber Gellio)

Na esperança de que o setor de emergência do HU (Hospital Universitário) reabra nesta segunda-feira, a Santa Casa de Campo Grande enfrentou mais um fim de semana de pronto-socorro lotado, situação que pode levar os enfermeiros a cruzarem os braços. De sexta-feira a hoje, 985 pessoas deram entrada na unidade.

De acordo com o diretor-técnico Luiz Alberto Kanamura, o excesso de pacientes na emergência fez com que os profissionais tivessem que manter o uso de ambú. O equipamento de respiração manual acaba sendo usado por horas para dar chances de sobrevivência aos pacientes.

Segundo o diretor, desta vez, não foi preciso transferir pacientes para outras unidades. Hoje, o HU deve reabrir o PAM (Pronto Atendimento Médico), interditado desde 29 de julho pela Vigilância Sanitária. “É uma esperança”, diz Kanamura.

As condições precárias de trabalho na Santa Casa remete a cenário de 2011, quando o MPT (Ministério Público do Trabalho) foi acionado pelos enfermeiros. “Eles têm ligado para falar da superlotação, da questão do ambú, da falta de condições de trabalho”, afirma o presidente do Siems (Sindicato de Enfermagem), Lázaro Santana.

Conforme o sindicato, o pronto-socorro tem seis respiradores, ou seja, a partir do sétimo paciente a respiração tem que ser manual. “Tem funcionário que ficou mais de cinco horas ‘ambuzando’ um paciente só”, relata o presidente do Siems.

Na teoria, o ambú é ligado ao balão de oxigênio e deve ser usado por poucos minutos para estabilizar os pacientes em estado grave. Neste curto período, o respirador hospitalar é calibrado para fornecer oxigênio. Caso seja mantido por horas, a respiração manual exige fôlego dos profissionais, são 60 bombeadas de ar por minuto.

De acordo com Lázaro Santana, o hospital não trabalha com reserva. Outra deficiência é quanto ao número de profissionais. “Não imposta se tem dez pacientes ou se tem 30, são três técnicos de enfermagem e um enfermeiro para a gerência”, salienta o presidente do sindicato. Segundo ele, seriam necessários, no mínimo, seis técnicos em enfermagem.

Lázaro Santana informa que a direção da Santa Casa já foi questionada quanto à sobrecarga de trabalho. O próximo passo será agendar reunião da categoria e organizar uma mobilização. O sindicato não descarta a greve.



Parar de roubar não vão mesmo, então pelo amor de Deus, façam alguma coisa pelo povo. Tem dinheiro de sobra, dá para atender a população e ainda sair de bolso cheio. Politicos, diretores de hospitais, secretário de saúde VCS NÃO TEM FAMILIA??? pensem na lei do retorno "AQUI SE FAZ AQUI SE PAGA" ou ainda " OS INOCENTES PAGAM PELOS PECADORES" ninguem parte desse mundo sem prestar conta aqui mesmo (cancer, acidentes, filhos que usam drogas etc) pensem nisso, façam alguma coisa enquanto estão vivos e tem o poder nas mãos.
 
izabel dutra em 19/08/2013 14:21:47
governador prefeito,vereadores deputados estaduais, todos vocês são culpados disso ,pois vocês estão vendo essa situação e ficam de braços cruzados empurrando um pro outro a responsabilidade, quero ver é meter a cara e solucionar o problema da saúde que ocorre em nossa capital ,toma vergonha e faz alguma coisa pela saúde que esta abandonada,bando de políticos que só se preocupa por causa própria!
cidadãos parem de votar em políticos que não ta nem ae pra vocês, não tem um politico lutando pela saúde, tem algum??quem??? acorda povooo!!!
 
ronaldo ferreira em 19/08/2013 10:38:46
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