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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

14/09/2010 10:20

Pais de menino assassinado pedem apoio na Assembleia

Redação

Um ano e 4 meses depois de perder o filho, vítima da violência em Campo Grande, os pais do menino Miguel Xavier foram hoje à Assembleia Legislativa pedir apoio popular para o julgamento do homem acusado do crime, marcado para 29 de setembro Tribunal do Júri.

No ano passado, o menino foi atingido por bala perdida em um ponto de mototáxi, nas Moreninhas. O pai trabalhava no local, junto da família, quando dois homens em uma moto fizeram os disparos contra um rival. O tiro não acertou o alvo, mas atingiu o peito de Miguel, 12 dias antes do aniversário de 3 anos do menino.

O pai Mauro César Xavier da Costa e a mãe Patrícia Ribeiro Alves dos Santos querem a presença de jornalistas e a pressão da sociedade para conseguir a condenação máxima a Phellipe Rodrigues Nunes de Carvalho, 24 anos, apontado como autor dos disparos, que está preso desde abril do ano passado.

Outro acusado de participação é Wesley Fabiano Dronave de Souza, dono da moto usada no dia do crime, que chegou a ser detido, mas foi solto. Os tiros seriam para um rival, como acerto de contas.

"Foi um ano difícil. Tive de ser forte", lembra a mãe. Ela conta que as duas irmãs de Miguel, uma de 11 e outra de 6 anos, desenvolveram depressão depois do crime. "Minha filha diz que quer que o Philipe morra na cadeia", comenta.

Evangélica, Patrícia garante que não tem ódio do homem que matou o menino. "Perdôo como cristã, mas nunca como mãe", observa.

O menino foi vítima de bala perdida, na noite do dia 6 de abril, no bairro Moreninha II.

A mãe conta que no dia da morte fez como de costume, levou os filhos para o trabalho do esposo, Mauro César Chaves da Costa, um ponto de mototáxi na Moreninha.

Antes do pai voltar da última corrida do dia, aconteceu a tragédia. Miguel correu para proteger Gabriel, o irmãozinho de 1 ano, que estava no carrinho. Eu vi que uma pessoa foi atingida, então eu peguei o celular para chamar o socorro. Enquanto eu estava ao telefone, alguém gritou: 'dona larga este telefone e vem socorrer o teu filho que foi baleado".

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