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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

05/08/2011 11:20

Para Anistia Internacional, expansão das usinas de álcool ameaça índios

Marta Ferreira

Nem tudo está ruim, conforme a Anistia. O pesquisador reconhece que as condições de vida dos povos indígenas melhoraram bastante a partir dos direitos adquiridos na Constituição de 1988.

Presença de índios entre trabalhadores de usinas é constante em MS. (Foto: João Roberto Ripper/Imagens Humanas) Presença de índios entre trabalhadores de usinas é constante em MS. (Foto: João Roberto Ripper/Imagens Humanas)

Mais uma vez, a situação dos índios de Mato Grosso do Sul é citada como preocupante por um organismo internacional de defesa dos direitos humanos. Agora, foi a Anistia Internacional que, em relatório divulgado hoje, avalia que o crescimento econômico está gerando ameaças de violação aos povos indígenas. A expansão das usinas de álcool é destacada como uma ameaça às comunidades sul-mato-grossenses.

O documento intitulado Sacrificando Direitos em Nomes do Progresso, mapeia a situação dos índios em 12 países na América. .A análise da Anistia é de que os problemas relativos aos povos indígenas são parecidos entre si e a maior parte das questões envolve a expansão econômica e a manutenção das populações indígenas em seu território de origem.

O texto cita especificamente os índios Guarani-Kaiowá, que vivem na região mais problemática do Estado na questão indígena, o sul do Estado, onde a disputa de terras e a miséria das aldeias frequentemente são notícia.

Situação grave- No relatório, o panorama de Mato Grosso do Sul é classificada como “especialmente grave”. A Anistia relata que, nessa região, “as comunidades Guarani-Kaiowá sofreram constante perseguição de pistoleiros contratados por fazendeiros locais”. O documento acrescenta que, “apesar dos esforços dos promotores federais para acelerar o processo de reconhecimento do direito dos índios a suas terras tradicionais, os trâmites continuam paralisados”.

Ao comentar o relatório, o responsável pela pequisa no País, Patrick Wilcken, disse que um fator aparentemente positivo para os brasileiros, a expansão econômica, para os índios está trazendo conseqüências negativas. "O crescimento rápido do Brasil, a expansão do agronegócio e a construção de grandes obras, como a barragem de Belo Monte, aumentam o risco para os indígenas", disse.

Em Mato Grosso do Sul, segundo ele, a expansão do setor sucroalcooleiro representa riscos. "A ameaça não vem só do projeto em si, mas dos efeitos colaterais. Muitas pessoas migram para a região e aumentam as invasões a territórios indígenas por madeireiros e garimpeiros", afirma.

As usinas de álcool em Mato Grosso do Sul são tradicionais empregadoras de índios, em condições que, frequentemente, são questionadas e apontadas como análogas ao trabalho escravo.

Avanços- Nem tudo está ruim, conforme a Anistia. O pesquisador reconhece que as condições de vida dos povos indígenas melhoraram bastante a partir dos direitos adquiridos na Constituição de 1988. Porém, reafirma que a expansão da economia brasileira, nos últimos cinco anos, expõe os indígenas às situações de maior perigo em comparação à década anterior.

"A Funai [Fundação Nacional do Índio] não tem recursos suficientes para cumprir o seu papel", disse Wilcken. De acordo com ele, no caso dos indígenas que vivem em fronteiras agrícolas, caso do Centro-Oeste e de Mato Grosso do Sul, é intensa a pressão e a influência dos ruralistas sobre os governos locais.

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É muito importante, que o pesquisador relatasse aonde estão os madereiros e garimpeiros no Mato Grosso do Sul.
 
Daniel Dorli Silveira Duarte em 05/08/2011 01:27:37
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