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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

01/03/2009 13:30

Para candidato,preparação só da faculdade é insuficiente

Redação

Para candidatos à Exame de Ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a preparação só da faculdade é insuficiente para aprovação no teste fundamental para o exercício da profissão.

Na entrada para mais uma etapa da prova, neste domingo, a preocupação aumenta, porque os questionamentos são muito mais específicos e por isso exigem conhecimento mais aprofundado do que é passado nas salas de aula.

A segunda fase do Exame foi aplicada em Campo Grande e Dourados. O exame acontece de forma simultânea em 25 Estados e nos últimos tempos Mato Grosso do Sul tem amargado resultados ruins.

"As faculdades têm que se adaptar. A prova da OAB é mais específica e o que os professores passam é mais superficial", diz a bacharel em Direito Liliane Socorro de Castro, 23 anos, moradora de Paranaíba e graduada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Liliane foi uma das candidatas que passaram na primeira fase do Exame da Ordem com o "empurrãozinho" dos recursos judiciais. Por causa dos questionamentos dos candidatos, seis questões foram anuladas e o índice de aprovação dobrou, subiu de 16 para 32%.

Bruno Abrahão de Araújo, 23 anos, foi um dos beneficiados com a anulação das questões. Ele conta que tinha acertado 48 respostas, e saltou para 52, o que garantiu a presença dele na segunda fase.

Com livros na mão, ele diz que estuda há um ano em casa para tentar a "carteirinha" que dá o direito de advogar. "O nível das provas é muito difícil. O segredo é estudar".

A também moradora de Paranaíba, Karla Castro Maia, 24 anos, é da mesma opinião que Bruno. "Tem que estudar muito, muito mesmo". Ela diz que as provas são muito difíceis e acha que devem ser assim mesmo. "Tem que ser difícil mesmo".

A cada desempenho baixo dos candidatos sul-mato-grossenses, a OAB ataca a formação nas universidades e a proliferação de cursos. A crítica não é unanimidade entre os recém formados.

Karla, que é formada pela UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e Bruno, graduado pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), divergem em relação ao que é ensinado nas faculdades.

Para ela, o que os professores ensinam é diferente do que a OAB questiona. "As faculdades não estão ensinado de acordo com o nível da prova". Já Bruno, diz que foi muito bem preparado na universidade. "A faculdade preparou bem sim".

Thiago Martins Ferreira, 22 anos, também bacharel em Direito pela UFMS, diz que a faculdade prepara mais para concursos em geral do que para o exercício da advocacia, o que para ele, pode ser uma explicação para o baixo índice de aprovação no Exame da Ordem.

"O maior interesse hoje de quem faz Direito é concurso e por isso poucos cursos preparam para a advocacia", diz.

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