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Campo Grande, Sábado, 20 de Janeiro de 2018

15/10/2014 08:49

Para melhorar renda, 2 mil professores encaram jornada tripla em MS

Aline dos Santos
Professores fazem protesto por reajuste de 8,46% na Prefeitura da Capital (Foto: Marcos Ermínio)Professores fazem protesto por reajuste de 8,46% na Prefeitura da Capital (Foto: Marcos Ermínio)

A jornada de até três turnos é realidade para muitos professores em Mato Grosso do Sul. De acordo com estatística do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), dos 25.424 professores no Estado, 2.021 garantem a renda trabalhando de manhã, tarde e noite. Ainda conforme o levantamento, atualizado em 2012, 10.024 trabalham dois turnos e 13.379 em um período.

A maioria trabalha em uma escola, mas 62 chegam a lecionar em cinco locais ou mais. “Esse número já foi maior porque o salário já foi bem pior. Mas tem diminuído, apesar de que tem muito professor que faz 40 horas na rede pública e pega 20 horas na rede privada, afetando a qualidade da aula e da saúde do trabalhador. É bastante prejudicial”, afirma o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação), Roberto Magno Botareli Cesar.

Presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), Geraldo Alves Gonçalves, afirma que o sindicato nunca aconselhou os três turnos. A Reme (Rede Municipal de Ensino) tem 5.500 professores.

“A luta pelo piso de 40 horas é para que não precise de trabalho extra, lutamos para que o professor tenha um salário razoável. Se trabalhar de manhã, tarde e noite, não sobra tempo para saúde, lazer, família, é só serviçal. Aqueles que trabalham é por necessidade financeira mesmo”, afirma Geraldo.

Além da questão salarial, o magistério cobra da prefeitura de Campo Grande a investigação do que leva os professores a pedirem licença médica. “Não basta só saber que o professor está ficando doente, negar ou conceder a licença. Tem que montar uma comissão para saber por que tanta licença médica, por que fica doente. Se é condição de trabalho, pressão. Não adianta um salário significativo e ficar doente”, salienta o presidente da ACP.

As outras demandas dos professores da rede municipal são: eleição direta para diretor, concurso público, segurança as escolas e substituição do quadro de giz.

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