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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019

07/03/2011 15:44

Peão picado por jararaca é trazido para o HR em helicóptero da Força Aérea -

Marta Ferreira e Jorge Almoas

Ele estava em fazenda ilhada por causa das chuvas em Rio Negro

 Peão picado por jararaca é trazido para o HR em helicóptero da Força Aérea -

Um helicóptero da Força Aérea Brasileira trouxe para Campo Grande o peão Gleucio de Oliveira Fernandes, de 32 anos, picado por uma cobra jararaca na manhã de hoje, e que estava isolado em uma fazenda de Rio Negro, por causa das chuvas. Ele chegou há pouco no Hospital Regional, após 1h30 de vôo.

O peão junto com a esposa, Rosemara Albuquerque Pereira, de 30 anos. Gleucio estava transpirando bastante, um dos efeitos da picada de cobra e, segundo a esposa, havia vomitado e sentido muitas náuseas logo após ser ferido.

O médico Sandro Benitez, do Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), informou que, embora a vinda de Gleucio tenha demorado por causa do transporte, ele está no chamado intervalo médio de risco para tomar o soro antiofício específico para picada de jararaca.

Benitez explicou que o tempo ideal é de até 6 horas após a picada. O risco médio começa no intervalo de 6 a 12 horas e o risco grave é entre 12 e 24 horas.

A eposa de Gleucio informou que ele tomou um soro na fazenda, mas segundo o médico, não é o específicio e funciona mais como uma espécie de placebo.

Época de risco- O médico informou que as chuvas podem ter contribuído para esse tipo de acidente. Ele explicou que as cobras se reproduzem a partir de setembro, e em janeiro os filhotes nascem e agora já acompanham as mães à procura de alimentos;

A esposa do peão informou que ele foi picado quando foi pegar um arreio, num galpão da fazenda Querência, que fica entre Campo Grande e Aquidauana. A cobra estava debaixo do arreio e ele não percebeu. Gleucio só percebeu quando começou a se sentir mal.

Segundo o médico, de cada 10 picadas de cobra que ocorrem no Estado, 9 são de jararaca. Segundo ele, o ferimento provoca uma inflamação severa e complicações renais.

Ele alerta as pessoas para dois procedimentos completamente errados que muitas vezes são tentados: fazer torniquete na tentativa de impedir a passagem do veneno para o resto do corpo e fazer um corte no local para que o veneno saia.

O torniquete, explicou, represa o veneno num lugar só, e o corte tira a proteção que a pele dá ao local.

Não foi detalhado o estado de saúde do peão.

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