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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

22/10/2014 07:55

PF anuncia greve, mas desiste após intervenção de ministro

Francisco Júnior
Sede da Polícia Federal em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)Sede da Polícia Federal em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)

Após anunciar paralisação até a próxima sexta-feira, a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) decidiu pela suspensão da greve em todo o País.

A federação voltou atrás na noite de ontem (21) após uma videoconferência com todos os 27 sindicatos regionais. Na reunião foi aprovado um voto de confiança à intervenção do Ministro interino da Casa Civil, Valdir Simão e do Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, que estabeleceram um compromisso já agendado para solucionar a crise na Polícia Federal.

De acordo com a assessoria da Fenapef, a categoria decidiu pela greve em resposta ao encaminhamento, pelo Governo Federal, da MPV 657/2014, que definiu melhorias apenas para os delegados.

O presidente do Sinpef-MS (Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso do Sul), Jorge Caldas, afirmou que já estava tudo programado para o início da paralisação, mas diante da decisão nacional a greve de 72 horas foi suspensa.

Jones Borges Leal, presidente da Fenapef, explica que “a suspensão da greve mostra que o movimento sindical da PF é apartidário e justo. Só queremos trabalhar em paz e sermos reconhecidos pelo nosso esforço e dedicação. Estamos há quase seis anos com salários congelados e nossas atribuições são realizadas na informalidade, pois não temos uma Lei Orgânica que reconheça nossas atividades de inteligência, análise criminal e perícias”.

As primeiras manifestações já haviam se iniciado em algumas capitais, mas a intervenção de Berzoini e Simões foi considerada o início de uma solução política, que vai envolver vários ministérios na busca pelo justo reconhecimento profissional de todos os policiais federais. Afinal, para os dirigentes sindicais, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o Diretor da PF, Leandro Daiello, são os grandes responsáveis pela crise institucional do órgão.



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