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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

02/05/2011 15:07

Polícia não registra apreensão de Óxi em Mato Grosso do Sul

Francisco Júnior

A disseminação da droga preocupa as autoridades brasileiras

A polícia de Mato Grosso do Sul não registrou a apreensão da droga Óxi ou Oxidado no Estado. O entorpecente, muito parecido com o crack, porém só que mais devastador, está se espalhando por vários Estados brasileiros.

Semana passada um jornal de circulação nacional divulgou que o Estado estava na lista dos que registraram a entrada da nova droga.

As forças policiais que atuam em Mato Grosso do Sul, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e PRF (Polícia Rodoviária Federal) confirmaram ao Campo Grande News ainda não terem apreendido porções de Óxi.

A rapidez com que a droga está sendo disseminada no país preocupa as autoridades brasileiras. O Óxi, um composto de cal virgem, pasta base, querosene e solução de bateria, é altamente tóxico e pode levar a morte em um pouco tempo.

O delegado da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Marco Antonio Balsanini, acredita que dificilmente esse tipo de entorpecente chegue ao Estado. “É um tipo de droga que não se encaixa no perfil dos usuários daqui”, afirma.

De acordo com ele, nem o crack em forma de pedra é muito usado no Estado. “Os usuários daqui, por exemplo, não usam o crack em formato de pedra. Eles preferem misturar a pasta base com o bicarbonato e fumar nesse estado”, explicou.

A assessoria da Polícia Militar informou também desconhecer qualquer apreensão e, se caso ocorreu, foi registrado como crack.

A diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do Óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.

A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Já foram feitos registros de apreensões em Rio Branco, Manaus, Belém, Macapá, Porto Velho, Goiânia, Distrito Federal, Recife, Teresina e recentemente em São Paulo.

O Denarc de São Paulo apreendeu neste ano cerca de 60 quilos da droga em forma de pedra, com traficantes que atuam na região da Cracolândia, centro da cidade. Uma pedra de Óxi é mais barata que uma de crack.

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