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Cidades

Prefeita teme invasão de 800 famílias de brasiguaios

Por Redação | 01/05/2010 17:19

A prefeita de Itaquiraí, Sandra Cassone (PT), pretende ir a Brasília (DF) na próxima terça-feira (4) para solicitar ajuda do Ministério do Desenvolvimento Social e da Casa Civil no sentido de procurar uma solução à invasão de 1.500 brasiguaios (brasileiros que moram no Paraguai) na BR-163, entre Itaquiraí e Naviraí.

Segundo ela, mais 800 famílias de brasiguaios chegarão ao local nas próximas semanas, segundo previsão com base nos relatos de quem já se instalou no município, na região sul do Estado.

Na terça-feira, a prefeita pode ter uma reunião na Casa Civil, já que não foi confirmada até agora. Há cerca de 400 famílias de brasiguaios acampadas na rodovia.

Em conversa com os brasiguaios, a prefeita foi informada de que eles foram expulsos do Paraguai. Um dos principais problemas enfrentados por eles no acampamento, segundo ela, é a questão da saúde, pois não existe ali saneamento básico.

"Há gestantes, muitas crianças e idosos na rodovia. Precisamos de ajuda antes que aconteça alguma desgraça lá", alerta Sandra.

No mesmo local da invasão já existe um acampamento do MST (Movimento Sem Terra). São 200 famílias.

O município de Itaquiraí, segundo a petista, se vê obrigado a atender 3 mil acampados, o que corresponde a dois terços da população local. Para amenizar a situação, o governo federal já enviou representantes para analisar o cenário e devem chegar nos próximos dias.

"Não sei nada a respeito da real expulsão deles do Paraguai, mas todos parecem ser trabalhadores sinceros. Esse problema não é municipal ou estadual, é um problema entre os dois países", explica Sandra Cassone.

"Ficará a cargo de o governo federal decretar situação de emergência ou não", conclui.

Invasão - Os brasiguaios, brasileiros que vivem no Paraguai, começaram a chegar há aproximadamente três meses. Eles disseram que as terras compradas por eles estavam sendo invadidas por paraguaios, insatisfeitos com a presença brasileira na região.

O Paraguai vive uma crise de segurança desde sábado, quando o governo decretou estado de exceção em cinco departamentos (Estado) do norte para combater um grupo chamado EPP que, conforme especialistas, não possui nem cem integrantes.

Em meio ao regime especial, o senador Robert Acevedo sofreu um atentado em Pedro Juan Caballero que resultou na morte do motorista e do guarda-costas dele e na prisão de dois brasileiros.

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