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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

09/03/2011 19:52

Prefeitura começa a levantar dados dos estragos na avenida Ernesto Geisel

Ítalo Milhomem e Viviane Oliveira
Em frente ao local onde será construído o Museu de Belas Artes, parte da pista da avenida Ernesto Geisel,desmoronou devido as chuvas.(Foto: Simão Nogueira)Em frente ao local onde será construído o Museu de Belas Artes, parte da pista da avenida Ernesto Geisel,desmoronou devido as chuvas.(Foto: Simão Nogueira)

Funcionários de uma empresa terceirizada começaram a realizar os estudos para prefeitura para realização da reparação das margens dos córregos que percorrem a avenida Ernesto Geisel em Campo Grande.

Os técnicos avaliaram altura, desnível e outros aspectos que influenciam na obras de contenção nas margens do córrego Segredo.

No bairro Cabreuva, em frente ao local onde será construído o Museu de Belas Artes, parte da pista da avenida Ernesto Geisel, nos sentidos bairro/centro e centro/bairro desmoronou devido as chuvas.

O técnico Vladmir de Oliveira Rocha, disse que durante os 9 anos que presta este tipo de serviço, foi a primeira vez que viu estragos como esses, das últimas semana.

Segundo Rocha, os estudos deverão prosseguir por outros córregos que foram afetados pelas enchentes como Balsámo, que será o próximo a ter os dados coletados. Os dados serão encaminhados para secretaria municipal de infraestrutura da Capital.

O morador do bairro Cabreuva, Nilson Vicente Pereira, de 53 anos, contou a reportagem do Campo Grande News que é frequente acontecer enchentes na avenida.

“Isso se intensificou nos últimos oito anos. O concreto que protege a beira do córrego é fino e na aguenta a pressão das chuvas” revelou Pereira.

O caminhoneiro Luis Augusto de Souza, de 70 anos, que também mora no na região disse que apesar de morar apenas cinco meses no bairro, ficou impressionado com a força da enchente.

“Eu nunca tinha visto um córrego transbordar como aconteceu com o Segredo. E principalmente por ocasionou essa cratera na beira do asfalto”, relatou o morador.

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A impermeabilização da cidade tem contribuido bastante com esse quadro. O engraçado é que as pessoas querem cada vez mais asfalto, como se a prefeitura tivesse dinheiro para isso. O asfalto só pode ser acompanhado de drenagem, o que encarece mais ainda a obra. Dai, elas só acontecerão quando as regiões tiverem adensamento populacional que justifiquem as obras, que também dependem de convênios e repasses de verba. Enquanto isso, o cidadão deveriar tomar consciência e parar de jogar lixo no chão, parar de concretar quintais e de poluyir córregos. Se isso acontecesse, a preocupação da prefeitura seria bem menor, talvez focada na qualidade do asfalto.
 
Rodrigo Almeida em 10/03/2011 02:41:01
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