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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

23/05/2014 19:52

Presidente de Sindicato Rural rebate acusação de índio em vídeo

Caroline Maldonado

Citado em vídeo gravado em um hospital, nesta semana, o produtor rural Adalto Rodrigues de Oliveira rebate as acusações feitas pelo líder indígena Paulino Terena, que sofreu um atentado em Miranda. No vídeo, Paulinho faz a seguinte afirmação: “Adalto colocou na mídia a R$ 80 mil pra quem me pegasse”. O produtor garante que não conhece o indígena e diz que ficou chocado com a acusação. “Eu fiquei surpreso com isso, pois nunca vi esse rapaz. Eu jamais faria isso!”, afirma.

Adalto é presidente do Sindicato Rural de Miranda e acredita que Paulinho quis envolver seu nome apenas para atingir os ruralistas. “Eu tenho certeza que esse rapaz não me conhece, que ele nunca me viu. Ele inventou de falar isso só porque eu sou presidente do sindicato”, diz.

O produtor rural destaca que não é a favor de violência e segue à risca as orientações para não reagir contra os indígenas, em qualquer circunstância. “Nós nunca agimos com violência. Inclusive, quando os produtores estão nervosos em casos de ocupação das fazendas, eu sempre recomendo que mantenham a calma. A gente fala sempre o que a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) nos orienta, que é nunca agir com violência”, enfatiza Adalto.

Paulinho foi ferido por um tiro na madrugada de segunda-feira (19), na Aldeia Moreia, localizada no município de Miranda, distante 201 quilômetros de Campo Grande. Ele é um dos índios de Mato Grosso do Sul protegidos pelo Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Depois de ter alta médica, ainda na segunda-feira, o indígena foi escoltado por equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) até Campo Grande, onde embarcou em voo com destino ao Distrito Federal.



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