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Cidades

Carros voadores com “digital” de MS são testados, enquanto governo cria regras

Protótipos de eVTOLs são desenvolvidos em parceria entre Dakila Pesquisas e empresa de tecnologia aeronáutica

Por Anahi Zurutuza | 16/03/2026 15:01

Dois protótipos brasileiros de eVTOLs, aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, popularmente chamadas de “carros voadores”, têm “digital” sul-mato-grossense. Projetados pelo instituto sul-mato-grossense Dakila Pesquisas em parceria com a Vertical Connect, empresa de tecnologia aeronáutica sediada em Campinas (SP), os equipamentos avançam na fase de testes não tripulados, enquanto o governo federal cria regras de operação.

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Dois protótipos de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), desenvolvidos pelo instituto Dakila Pesquisas de Mato Grosso do Sul em parceria com a Vertical Connect, avançam em fase de testes. Os modelos, Skyros e Aëros, são destinados ao agronegócio e transporte de passageiros, respectivamente. Enquanto os testes prosseguem, o Ministério de Portos e Aeroportos iniciou discussões para regulamentar a operação desses veículos no Brasil. Uma consulta pública foi aberta para coletar informações que servirão de base para a criação de regras específicas para eVTOLs e drones no país.

O Ministério de Portos e Aeroportos iniciou discussões para criar regras específicas para esse tipo de aeronave no Brasil, com o objetivo de regulamentar operações de transporte de passageiros, logística e serviços especializados.

Os modelos em desenvolvimento com idealização do instituto local foram batizados de Skyros e Aëros e têm aplicações distintas: um voltado ao agronegócio e outro ao transporte de pessoas em curtas distâncias.

O primeiro foi projetado para pulverização de precisão em lavouras de médio e grande porte. A aeronave reúne sistemas de navegação autônoma, propulsão elétrica e inteligência embarcada para executar missões programadas. Segundo os desenvolvedores, está em fase de testes há cerca de sete meses.

Entre as principais características técnicas estão capacidade de carga de 400 litros, autonomia aproximada de 60 minutos de voo e velocidade máxima de até 130 km/h. O eVTOL possui oito motores elétricos e oito hélices, sistema conhecido como DEP (Distributed Electric Propulsion), que distribui a propulsão pela aeronave e aumenta a estabilidade durante o voo.

O Skyros mede cerca de 5 metros de comprimento, 4,8 metros de largura e 1,4 metro de altura, com peso vazio de 300 kg e peso máximo de decolagem de 700 kg.

Mais avançado na fase de testes, o modelo deverá ser apresentado ao público durante a Expogrande, feira agropecuária realizada anualmente em Campo Grande. E edição 2026 acontece de 9 a 19 de abril.

Outro projeto em desenvolvimento é o Aëros, um eVTOL projetado para transporte de pessoas. O modelo tem capacidade para duas pessoas e bagagem e faz parte das iniciativas voltadas à chamada mobilidade aérea avançada.

Os primeiros testes foram realizados no fim de semana retrasado e ainda ocorrem sem tripulação. Assim como outros eVTOLs, o Aëros foi projetado para decolar e pousar verticalmente, dispensando pistas convencionais e permitindo operações em espaços reduzidos.

Carros voadores com “digital” de MS são testados, enquanto governo cria regras
Aëros tem espaço para duas pessoas com bagagem, mas foi testado sem tripulação por enquanto (Foto: Dakila Pesquisas/Divulgação)

Regulamentação – Paralelamente ao avanço tecnológico, o Ministério de Portos e Aeroportos abriu uma consulta pública para coleta de subsídios que deverá servir de base para a criação de regras para operação de eVTOLs e drones no país.

A proposta é ouvir empresas do setor, especialistas, entidades e órgãos governamentais para identificar lacunas na legislação brasileira, mapear riscos e oportunidades e estabelecer diretrizes para segurança das operações.

A consulta será conduzida pela Secretaria de Aviação Civil em parceria com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

Entre os temas avaliados estão marco legal, gestão do espaço aéreo, infraestrutura, impactos urbanos e ambientais, inovação, mercado e capacitação profissional.