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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

15/11/2009 09:55

Preso grupo que usava mulheres como isca para assalto

Redação

Geraldino dos Santos, 38 anos, Agmar Pereira Sobrinho Júnior, 37 anos e Pamella Cristina Arbues Fernandes, de 18 anos, foram presos depois assaltar o motorista de uma carreta hoje, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, carregada de fertilizante. Também foi detida uma adolescente de 15 anos.

O grupo usava mulheres como isca para atrair caminhoneiros, que foi rendido e amarrado com fita crepe pelos bandidos.

Segundo a PM (Polícia Militar), Pamella e Juliana ficaram no trevo da saída para Cuiabá e pediram carona ao motorista da carreta, Ouvídeo Calixto, 39 anos. Quando ele parou, foi surpreendido pelos homens, que estavam escondidos no matagal.

Rapidamente, os dois renderam Calixto, que foi amarrado e mantido dentro da carreta. Os dois tentaram levar a carreta para Jaraguari e, como não conseguiram conduzir o veículo, voltaram para o local do assalto e abandonaram o veículo e a vítima na Rua Lino Vilachá.

Policiais do 1º Pelotão do 9º BPM (Batalhão da Polícia Militar) foram ao local e testemunhas revelaram para onde os quatro tinham fugido. Eles foram flagrados em um bar no Jardim Colúmbia, onde pararam para beber.

Os quatro foram reconhecidos pelas testemunhas e pela vítima. Segundo a PM, os homens têm antecedentes criminais por tráfico e as mulheres por furto.

O grupo foi encaminhado ao Cepol (Centro Especializado de Polícia).

Vítima - Na versão do caminhoneiro, ele parou para urinar quando viu as duas mulheres. "Elas pereguntaram para aonde eu estava indo e se podia dar carona. Mas não dei muita bola, porque percebi que tinha uma cara por perto".

Ele garante que quando foi entrar no veículo, já foi abordado pelo assaltante. "Ele mandou eu entrar no carro e deitar na boleia. Amarraram minhas mãos com fita adesiva e perguntaram se tinha gasolina".

O caminhoneiro conta que alertou que o caminhão era monitorado e que a seguradora iria perceber que as estradas que o grupo pegava, eram bem diferentes do que ele normalmente fazia.

"Imagino que eles simularam que havia uma viatura atrás deles e por isso iam abandonar o caminhão. Eu não vi nada. Fiquei 20 minutos com eles", relata garantindo que ficou tranquilo durante todo o tempo.

"Só achei estranho porque levaram R$ 240,00 que estavam na carteira mais deixaram os celulares que estavam na bolei", diz Geraldino lembrando que sofreu ameaças de mortes. (matéria corrigida às 20h08)

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