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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

14/08/2009 14:55

Rastros de veículos levaram ao cativeiro de empresário

Redação

Policiais seguiram rastros de veículos para chegar ao cativeiro do empresário Sakae Kamitani, 79 anos, libertado hoje cedo, após quase 24 horas do sequestro, ocorrido em Naviraí, município distante 370 quilômetros de Campo Grande. As marcas deixadas pelo carro Idea da vítima e uma moto usada pelos autores levaram os agentes a descobrir o local onde Kamitani era mantido refém.

O cativeiro ficava em meio à mata ciliar, na margem esquerda do Rio Amambai, a cerca de 12 quilômetros de Naviraí. No local, foi preso João Paulo Pereira Arruda, 27 anos, o "JP", que cuidava do cárcere. A partir de Arruda, os policiais chegaram a Ronildo Alexandre de Oliveira, 28 anos.

Com a dupla, foi apreendida uma arma e o celular da vítima. Os dois revelaram que jogaram o carro no rio, para despistar a Polícia. Equipes do Corpo de Bombeiros fazem operação esta tarde para retirar o veículo do local.

Kamitani é diretor-presidente da Copasul (Cooperativa Agrícola Sul-Mato-Grossense), considerado um dos homens mais poderosos da região sul do Estado. Ele foi sequestrado às 10h30 de ontem, ao sair do trabalho para almoçar em casa.

Quando foi abordado pelos autores, o empresário teve os olhos vendados e só foi retirado do automóvel em um local distante. Ele permaneceu a noite deitado no chão, a cerca de 100 metros da estrada vicinal. Depois da libertação, o empresário conta que passou muito frio e foi atacado por pernilongos, muito comuns pela proximidade do rio Amambai.

Durante o período em que ficou nas mãos dos sequestradores, foram feitos pelo menos dois contatos telefônicos com a família do empresário. Na primeira ligação, os bandidos exigiram R$ 480 mil e, na segunda, baixaram para R$ 380 mil.

Para a Polícia, não se trata de um grupo experiente neste tipo de ação, primeiro pela forma de negociar e também pelas marcas evidentes deixadas pelos veículos após o sequestro.

As investigações continuam para tentar localizar outros envolvidos no crime. A operação foi feita por policiais do Sig (Serviço de Investigações Gerais) da cidade e do Garras (Grupo Armado de Repressão e Resgate a Assaltos e Sequestros), que se deslocaram de Campo Grande.

Ao fim do sequestro, o empresário agradeceu as preces feitas pelas pessoas. Ele disse que só queria passar o resto do dia com a família. (Colaborou Jota de Oliveira)

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