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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

14/07/2010 16:16

Rita tinha 30% dos rins funcionando, alega HU

Redação

A jovem Rita Steffany de Oliveira, de 18 anos, que perdeu os movimentos e a fala após uma cirurgia para colocação de um cateter no rim realizada no HU (Hospital Universitário) em janeiro deste ano, deu entrada no hospital com apenas 30% da capacidade do rim em perfeito funcionamento, alega o Hospital Universitário. Rita foi transferida do Hospital Regional em avançado estado de infecção generalizada, reforçou hoje a direção clínica em entrevista à imprensa.

O detalhamento da situação de Rita foi apresentado pelo diretor-geral do HU, José Carlos Dorsa Vieira Pontes, em coletiva nesta tarde. A posição do hospital é que os procedimentos possíveis foram realizados e que a situação da paciente era muito delicada.

"Fizemos o que foi possível, mas o quadro clínico evolui negativamente para uma sequela no cérebro da paciente, causada por falta de oxigenação nos tecidos. Os rins estavam comprometidos, com apenas 30% da capacidade de funcionamento", explicou Dorsa.

Rita deu entrada no HU no dia 27 de janeiro por volta da meia noite, encaminhada pelo Hospital Regional. No entanto, a diretoria reitera que a paciente saiu de um hospital e não quis permanecer internada em outro local, demorando a retornar para atendimento médico. "Não posso afirmar que isso foi determinante, mas que a família correu um grande risco ao deixar a jovem sem atendimento por algumas horas", reforça o diretor-geral.

Neste intervalo, Rita tomou um antibiótico para controlar a sepse, termo médico para infecção generalizada. Dorsa complementa que a administração dos medicamentos não foi prejudicada pelo ausência no hospital. "Ela precisava de soro fisiológico, de acompanhamento, para estabilizar a situação, o que não aconteceu".

Segundo o prontuário encaminhado pelo HR, a jovem estava com o nível de leucócitos (células de defesa do organismo) acima do normal, bem como freqüência cardíaca alterada e pressão arterial baixa. Os sinais vitais demonstravam que a situação de Rita estava se agravando.

A infecção forçou um quadro de hemorragia pulmonar, que atingiu diversos tecidos no corpo, como o do sistema nervoso, causando sequela cerebral, atingindo as habilidades motoras e da fala.

Prontuário

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