ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
FEVEREIRO, SEXTA  20    CAMPO GRANDE 31º

Cidades

Corretor acusado de golpes milionários teve registro cassado em MS

Após decisão do Creci-MS, processo foi encaminhado ao Conselho Federal, responsável por ratificar penalidade

Por Dayene Paz | 20/02/2026 10:49


RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Corretor de imóveis Leonardo da Silva Thiele, de 31 anos, foi preso preventivamente em Maringá (PR) por suspeita de golpes milionários no setor imobiliário. Natural de Cassilândia, ele teve seu registro profissional cassado pelo Creci-MS por apropriação indébita.As investigações apontam que Thiele oferecia investimentos imobiliários com promessa de alta rentabilidade. Em Mato Grosso do Sul, há registros de várias vítimas, com prejuízos que somam mais de R$ 580 mil. No Paraná, pelo menos 10 inquéritos foram instaurados, com possibilidade de surgimento de novas denúncias.

Preso preventivamente no Paraná por suspeita de aplicar golpes milionários no setor imobiliário, o corretor de imóveis Leonardo da Silva Thiele, de 31 anos, natural de Cassilândia, já teve o registro profissional cassado pelo Creci-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul) em processo ético-disciplinar por apropriação indébita.

A informação foi confirmada pelo próprio Conselho, que esclareceu que, apesar da cassação, o nome do profissional ainda pode constar como “ativo” no sistema devido a trâmites internos. Após a decisão em primeira instância no Estado, o processo é encaminhado ao Conselho Federal de Corretores de Imóveis, responsável por ratificar a penalidade.

Leonardo foi preso no dia 10 de fevereiro, em Maringá (PR), onde é investigado por estelionato, uso de documentos falsos e apropriação indevida de valores. Em MS, ele também responde a processos criminais pelos mesmos crimes. A prisão tem prazo inicial de 30 dias, após pedido da Polícia Civil.

Segundo o delegado Fernando Garbelini, titular da Delegacia de Estelionatos de Maringá, pelo menos 10 inquéritos já foram instaurados, mas o número pode aumentar. “É um golpe de milhões, mas a gente ainda não tem noção exata do total”, afirmou. De acordo com as investigações, ele oferecia investimentos imobiliários com promessa de alta rentabilidade, apresentando propostas atrativas de compra e revenda de imóveis.

Em Mato Grosso do Sul, os processos revelam um padrão semelhante. Em Costa Rica, a 326 quilômetros de Campo Grande, uma vítima afirma ter perdido R$ 280 mil após comprar uma casa simples na Vila Nunes e um terreno do outro lado do rio. O golpe veio à tona quando ela encontrou o verdadeiro proprietário do imóvel, um senhor que estaria vendendo a casa para custear tratamento de saúde.

Em outro caso no Estado, Leonardo intermediou a venda de uma casa e um terreno, recebeu mais de R$ 166 mil do comprador, mas repassou apenas R$ 37 mil ao proprietário, apropriando-se do restante além da comissão prevista em contrato.

Já em Figueirão (MS), ele teria vendido três terrenos como se fossem próprios, recebendo R$ 137.550. A vítima descobriu depois que ele sequer integrava o quadro da empresa mencionada na negociação.

Em Camapuã, conforme denúncia do Ministério Público, o corretor teria se apresentado falsamente como representante de uma incorporadora para vender dois terrenos em um loteamento de Costa Rica. A vítima transferiu R$ 105 mil, mas não recebeu a documentação. Ele foi denunciado por estelionato em concurso material, quando o investigado pratica mais de um crime em momentos distintos.

Há ainda relatos de que o próprio irmão teria sido enganado. Como Leonardo já era alvo de procedimentos no Estado e agora responde a inquéritos no Paraná, as autoridades acreditam que o número de vítimas pode ser maior. A expectativa é de que novas denúncias surjam nos próximos dias, à medida que o caso ganha repercussão.

O Creci-MS informou ainda que acompanha o caso e orienta a população a procurar o setor de fiscalização em caso de dúvidas ou denúncias sobre profissionais, pelo telefone (67) 9 9234-8680.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.