A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

23/06/2012 08:40

Ruas vazias e comércio fechado marcam as últimas horas no Paraguai

Agência Brasil
Paraguaios se aglomeraram ontem em frente ao Congresso à espera de resultado do impeachment que tirou Fernando Lugo da presidência. (Foto: Reuters)Paraguaios se aglomeraram ontem em frente ao Congresso à espera de resultado do impeachment que tirou Fernando Lugo da presidência. (Foto: Reuters)

Assunção – A incerteza e o medo sobre o futuro do Paraguai se refletiram nas ruas de Assunção, capital do país, nas últimas horas. O comércio fechou as portas, as escolas suspenderam as aulas e poucas pessoas ousaram sair às ruas. Os motoristas de táxi só aceitavam viagens aos locais distantes das manifestações. Porém, quem decidiu enfrentar os obstáculos dos policiais e o frio optou por protestos pacíficos durante a noite de ontem e a madrugada de hoje (23).

Em Assunção ontem (22), depois do enfrentamento entre policiais e manifestantes nas praças em frente ao Congresso Nacional e ao palácio do governo, poucas pessoas continuaram nas ruas. Algumas pintaram as cores da Bandeira do Paraguai no rosto – branco, azul e vermelho – e outras mais discretos optaram por protestos pacíficos.

Professor de uma escola rural, Francisco Lescano acompanhou, da praça em frente ao Congresso Nacional, as últimas horas de discussão sobre o futuro do então presidente Fernando Lugo. “É um golpe não só para o Lugo. É um prejuízo para o Paraguai. É um retrocesso, pois quebrou-se a convivência democrática”, disse.

Crianças, jovens, mulheres e homens formavam pequenos grupos que se aqueciam nas praças com a ajuda de fogueiras durante a noite e a madrugada. Os policiais e militares das Forças Armadas acompanhavam de perto os grupos. “O Paraguai vive uma situação conjuntural diferente, o que trará consequências políticas e econômicas para todo o país, será um retrocesso”, disse o camponês Néstor Ordez.

Para a líder juvenil da cidade de Mariano, Laura Ferrera, a substituição de Lugo por Federico Franco representa uma ameaça à democracia e à participação popular no processo político do Paraguai. Segundo ela, a Constituição do país permite o processo de juízo, como chamam, equivalente ao impeachment, mas a forma como foi conduzido é que levanta suspeitas.

“Houve manobra política no processo.Foi tudo muito rápido. Em menos de 24 horas, resolveram o assunto. O povo paraguaio elegeu Lugo. Sou paraguaia e temos o direito de eleger o nosso presidente”, disse a líder.

Com a Bandeira do Paraguai amarrada ao pesçoço, o funcionário público Bruno Equez defendeu que a população paraguaia reaja à destituição de Lugo de forma pacífica, mas organizada. “Acho que deveria ter uma resistência cidadão e uma desobediência, por exemplo, deixando de pagar impostos. A maioria da população está indignada com essa situação”, disse.

Câmara de Vereadores entrega meio milhão de reais em emendas parlamentares
A Câmara Municipal de Costa Rica, a 305 quilômetros de Campo Grande, realiza nesta segunda-feira (dia 11) três sessões, duas delas especiais. Às 14h ...
Município de Itaporã comemora 64 anos de emancipação neste domingo
Conhecido como Cidade do Peixe, Itaporã, distante 227 km de Campo Grande, comemora 64 anos de emancipação neste domingo (10). A prefeitura municipal ...


É lamentável que os políticos paraguaios ajam desta maneira. A democracia tem que imperar soberana perante acontecimentos como o que houve com os "sem terra paraguaios". Se fosse assim, quando houve as investidas da "bandidagem" em São Paulo, que culminou com inúmeros mortos, teríamos o pedido de impeachment de nosso
presidente. Mas em momento algum isso foi cogitado. Democracia já p/ o Paraguai.
 
Gilberto Ozuna em 23/06/2012 09:43:25
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions