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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

24/07/2017 10:00

Salário dos servidores deve ser pago na íntegra no dia 1º, diz secretário

Antes, Estado havia cogitado parcelar remuneração justificando queda na receita e crise econômica

Mayara Bueno
Fórum dos Servidores reunido com o governo este mês. (Foto: Lucas Junot/Arquivo).Fórum dos Servidores reunido com o governo este mês. (Foto: Lucas Junot/Arquivo).

Os quase 70 mil servidores estaduais de Mato Grosso do Sul devem receber seus salários integralmente e no primeiro dia útil, afirmou o secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis. No início deste mês, o titular havia levantado a possibilidade de parcelamento das remunerações, devido a crise.

“A princípio, não vamos parcelar. Vou ter a posição certa amanhã, quando vamos no Tesouro (verificar a disponibilidade de dinheiro). Mas, não trabalhamos com o parcelamento”. O Estado tem uma folha de pagamento mensal que gira em torno de R$ 400 milhões, em valor bruto.

O secretário explicou que apenas levantou a possibilidade de parcelamento, em virtude da “conjuntura econômica do País” e o cenário de perda de receita dos estados. O Rio de Janeiro, por exemplo, paga as remunerações de seus funcionários com atraso todo mês desde o começo do ano.

Além da quitação integral, o dinheiro deve estar na conta do servidor no primeiro dia útil de agosto, que cairá em uma terça-feira. “Trabalhamos com a hipótese de pagar no primeiro dia”.

Reajuste – O governo segue a proposta de conceder 2,94% de reajuste para os servidores estaduais, que deram prazo até terça-feira, 25, para apresentação de novo índice. “Não temos mais espaço para um novo percentual, pois estamos no limite”, disse.

Ainda conforme Assis, o acréscimo salarial de 2,94% foi pensado de uma forma em que o Estado não precise parcelar, nem atrasar os salários. O reajuste proposto, se efetivado, vai gerar impacto de R$ 12 milhões a mais na folha de pagamento do Estado.

Em contrapartida, as categorias rejeitaram o índice no início do mês, pedindo para que o governo avalie novo acréscimo. No entanto, segundo o secretário, muitos sindicatos “já aceitaram” o reajuste. “A proposta do governo é única, está colocada. Estamos conversando com as categorias e as coisas estão caminhando”.



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