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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/03/2012 18:00

Saúde comprou de remédios a cadeiras diante de risco de epidemia de dengue

Aline dos Santos

“Já era certo que o vírus tipo 4 ia entrar e a população toda está suscetível”, enfatiza diretora

Novo tipo da dengue chegou a Mato Grosso do Sul. (Foto: Adriano Hany)Novo tipo da dengue chegou a Mato Grosso do Sul. (Foto: Adriano Hany)

A crônica anunciada de que o tipo 4 da dengue acabaria por chegar a Mato Grosso do Sul fez com que a SES (Secretaria Estadual de Saúde) reforçasse os estoques diante do risco de uma epidemia, já que toda a população está suscetível.

“Pode ser que ocorra [uma epidemia]. Compramos medicação, soro, sais para reidratação, cadeira de fios de nylon”, afirma a diretora-geral de Vigilância de Saúde, Bernadete Lewandowski. As cadeiras serão utilizadas caso ocorra superlotação, para agilizar o atendimento e garantir que o paciente receba hidratação.

Os municípios também receberam equipamentos, com atenção especial para as cidades fronteiriças. “Já era certo que o vírus tipo 4 ia entrar e a população toda está suscetível”, enfatiza.

A diretora lembra que o fato de já ter tido dengue não quer dizer, necessariamente, que a pessoa terá a forma hemorrágica ou complicações ao “pegar” dengue outra vez.

A situação é mais delicada para pacientes com comorbidades, como hipertensão, e quem toma medicamento com ácido acetilsalicílico, o AAS. A população deve ficar atenta aos sintomas, como febre, dor de cabeça, dor no corpo, nos olhos e náuseas.

Neste caso, a orientação é procurar atendimento médico, porque o quadro de dengue hemorrágica pode evoluir em poucas horas. Os dois casos de dengue tipo 4 foram registrados em Campo Grande: um no bairro Parati e o outro na Vila Eliane. Os pacientes receberam atendimento nas unidades de saúde, não sendo necessária a internação. Os dois já estão em casa.

Como medida de prevenção, a SES e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) deslocaram viaturas e equipamentos adicionais para expandir o isolamento da fêmea do mosquito nas duas regiões em que foram detectados os casos.

Morte – Foi confirmado o primeiro óbito provocado pela dengue em Mato Grosso do Sul. Morador na zona rural de Porto Murtinho, Elder Chaparo, de 24 anos, morreu no dia 29 de fevereiro. Ele estava internado no HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossian, em Campo Grande. Agora, o tipo de dengue será determinado por meio de exame realizado na Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Neste ano, até 7 de março, Mato Grosso do Sul registrou 250 notificações de dengue. A maioria, 89 casos, foi em Campo Grande. Em 2007, com a circulação do tipo 3, o Estado registrou mais de 60 mil casos da doença.

Em Campo Grande, a epidemia chegou a 45 mil notificações, superlotando a rede de Saúde.



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