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Cidades

Saúde descarta caso de febre amarela em Deodápolis que estava sob investigação

Resultado de exames em paciente sob suspeita afastaram possibilidade de contágio; Mato Grosso do Sul teve 5 notificações da doença neste ano e nenhum caso foi confirmado

Por Humberto Marques | 17/02/2018 14:40

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) descartou o único caso sob suspeita de febre amarela ainda vigente em Mato Grosso do Sul. Conforme a assessoria da pasta, trata-se de um paciente de Deodápolis –a 252 km de Campo Grande– cuja suspeita persistia desde o fim de janeiro e que ainda era contabilizado pelo Ministério da Saúde como situação a ser verificada.

O resultado da sorologia afastando a possibilidade de contágio por febre amarela no paciente de Deodápolis foi apresentada à SES nesta sexta-feira (16), mesmo dia em que o Ministério da Saúde divulgou seu balanço mais recente sobre o total de casos no país. No estudo, Mato Grosso do Sul seguia com cinco notificações, quatro casos descartados e um sob investigação.

Agora, todas as suspeitas sobre pacientes do Estado foram afastadas. A informação será comunicada pela pasta a Brasília no início da próxima semana.

Números – O balanço do Ministério da Saúde apontava, nesta sexta-feira, 1.626 notificações de casos de febre amarela em todo o país entre 1º de julho de 2017 e 16 de fevereiro. Destes, 684 foram descartados e 478 foram colocados sob investigação –com 464 confirmações. Neste total, foram registrados 154 mortes.

Minas Gerais, com 225 casos confirmados e 76 mortes, e São Paulo, com 181 positivos em 53 óbitos, lideram as estatísticas nacionais sobre contágio por febre amarela. Em toda a região Centro-Oeste, houve até aqui um caso confirmado no Distrito Federal –no qual o paciente não resistiu.

A febre amarela é transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, este no ambiente silvestre –e que é responsável pela onda de casos que desde o fim de 2017 atinge o país. O último caso de febre amarela urbana no Brasil foi registrado em 1942.