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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

30/07/2010 16:10

Sejusp pinta Colônia, mas promete reforma maior

Redação

Antes de receber internos da Unei (Unidade de Internação) Dom Bosco, a Colônia Penal Agrícola de Campo Grande recebe uma faxina. As mudanças começaram por pintura no Pavilhão 1, que receberá 65 garotos que tiveram de ser transferidos por ordem da Justiça.

Na semana passada, o juiz Danilo Burin, da Vara de Infância e Adolescência, determinou interdição da unidade, por falta de condições mínimas de higiene.

Pela manhã, servidores trabalharam na pintura e no período da tarde presos do regime semi-aberto trocaram lâmpadas.

No fim da tarde, o secretário de Justiça e Segurança Pública esteve na CPA para ver com anda a reforma.

O Pavilhão 1 será o único a passar por reformas e tem capacidade para 120 internos.

O espaço tem celas com oito armações de concreto para receber colchões, além de chuveiro e vaso sanitário, aparentemente novos. Também houve troca de lâmpadas e de parte das instalações elétricas.

Mas a obra deve ser maior, garante a Sejusp, apesar do curto tempo. O Estado tem até a próxima quarta-feira para transferir os meninos, conforme determinação da Justiça.

"Aqui vai ter telefone, internet e sala de aula", garantiu o secretário de Segurança Pública Wantuir Jacini. Os equipamentos, no entanto, ainda não foram instalados.

O governo tem até dia 31 de dezembro para entregar novamente as instalações da CPA, porque a área pertence à prefeitura de Campo Grande. Na Unei Dom Bosco, o governo também promete iniciar reforma que deve durar até o fim do ano.

O policiamento na Colônia terá a principio 4 homens da Polícia Militar, mas a Sejusp espera aumentar para 6, além de uma viatura no período noturno.

Termina na quarta-feira prazo para transferência dos garotos, só então

Antes, os internos estavam a 20 quilômetros do Centro de Campo Grande, agora apenas a 6.

A Sejusp não teme fugas por conta da proximidade, pelo contrário, assegura "porque fica mais fácil de controlar tumultos", avalia o comandante da Guarda de Eescolta, tenente-coronel Francisco Assis Ovelar.

A Colônia Penal Agrícola foi desativada e os presos do semi-aberto transferidos para nova unidade na região da Gameleira, em Campo Grande.

A unidade já foi considerada uma das piores do País, depois de visita da CPI do Sistema Carcerário, por conta das péssimas condições de higiene, mas principalmente pela falta de controle de saída e entrada de presos do local.

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