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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

04/11/2009 13:42

Sem conseguir objetivo, índios liberam chefe da Funai

Redação

Mesmo sem conseguir da presidência da Funai uma garantia de que haverá mudança na administração regional, índios da reserva de Dourados liberaram por volta de 14h a chefe do órgão federal Margarida Nicoletti. Desde 10h ela era mantida refém por pelo menos 50 dias na escola Araporã, na aldeia Bororó.

Os índios conseguiram convencer Margarida Nicoletti a assinar um documento pedindo demissão do cargo. Eles exigiam também que ela telefonasse para o presidente da Funai, Márcio Augusto de Meira, e com o viva voz ligado, dissesse ao superior que não desejava mais permanecer no cargo. Entretanto, a ligação não foi feita.

O acordo intermediado pelo procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida prevê uma nova reunião na próxima segunda-feira, para discutir a falta de segurança nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Foi para discutir esse tema que Margarida Nicoletti se dirigiu hoje à reserva e ficou refém por pelo menos quatro horas.

A chefe regional da Funai disse que o pedido de demissão que teve de assinar por pressão dos índios não é novidade, pois ela já havia informado à presidência do órgão que não quer mais ficar no cargo. Entretanto, os índios não conseguem chegara um consenso sobre quem deve ocupar o posto. A reserva de Dourados tem 12 mil índios das etnias guarani-kaiowá e terena.

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