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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

17/07/2012 12:40

Suspeito de assassinar policial militar é preso, 8 meses após crime

Francisco Júnior
Polícial foi morto em borracharia, na avenida Interlagos.(Foto: João Garrigó)Polícial foi morto em borracharia, na avenida Interlagos.(Foto: João Garrigó)

Após oito meses de investigação, a Polícia identificou e prendeu o homem suspeito de matar a tiros o policial militar aposentado da reserva, Humberto Aparecido Rolon, de 40 anos, no dia 3 de outubro do ano passado, em Campo Grande. João Claudio Portilho, 36 anos, conhecido como “Joazinho”, foi localizado na última sexta-feira (13), em Ponta Porã, onde trabalhava como segurança.

A prisão foi decretada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande no dia 15 de fevereiro deste ano. De Ponta Porã, ele foi transferido para a carceragem da 4ª Delegacia de Polícia, na Capital.

O crime aconteceu em uma loja de pneus na rua Spipe Calarge com a avenida Interlagos, na Vila Albuquerque. Dois homens em uma moto pararam em frente à farmácia, o garupa desceu e, sem capacete, se dirigiu a borracharia. Ele efetuou cinco tiros à queima roupa contra as costas do PM que estava agachado vendo um pneu.

De acordo com delegado Devair Aparecido Francisco, responsável por investigar o caso, imagens gravadas por câmeras de segurança de estabelecimentos próximos do local da execução, que não foram divulgadas, mostram claramente João Carlos na cena do crime. Conforme o delegado, ele ainda foi identificado por testemunhas do homicídio.

Durante as investigações a Polícia apurou que o crime teve motivação de vingança, por conta de homicídios ocorridos em 2002 em Ponta Porã, envolvendo parentes de João e Humberto. Os dois já se conheciam do distrito de Sanga Puitã.

Em depoimento, ontem na delegacia, o suspeito negou qualquer participação no crime, mas confirmou que teve problemas “no passado” com o policial.

A Polícia está apurando todos os fatos para concluir o inquérito e identificar os outros envolvidos na morte do policial. João Claudio foi indiciado por homicídio doloso.

O advogado dele, José Roberto Rodrigues da Rosa, disse que vai pedir entrar com o pedido de liberdade de seu cliente. “A Polícia quer ligar meu cliente com pessoas que ele não conhece”, afirmou.

O Ministério publico Estadual, denunciou, em 2003, o policial como um dos autores da execução Altair Cavalheiro Flores Neto, no dia 21 de dezembro de 2003.

De acordo com a denúncia, Humberto Aparecido Rolon, Celso Rodrigues Romeiro, Carlos Icassatti e Miguel Icassati foram contratados pelo ex-comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Porã, Gibson de Jesus Maroni Cabral para cometer o crime.

A execução teria sido encomendada, segundo o MPE, porque Altair teria se desentendido, em Jardim, com o filho do ex-comandante, Bruno de Matos Maroni. Ele foi assassinado com mais de 20 tiros de revólver calibre 38 e pistola 9mm.

Indenização - Em 2010, Rolon entrou com uma ação de indenização por danos morais contra o Estado. Ele pedia R$ 200 mil.



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