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Cidades

Temer entendeu que precisa ajudar a proteger a fronteira, diz secretário

Informação é do secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, que participou de encontro do presidente com governadores

Por Luana Rodrigues | 18/01/2017 18:31
Agentes da Força Nacional estão em atuação nos presídios de Amazonas (Foto: Divulgação/Agência Brasil)
Agentes da Força Nacional estão em atuação nos presídios de Amazonas (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer (PMDB) autorizou o reforço da segurança nas regiões de fronteira de Mato Grosso do Sul. A informação é do secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, que participou de encontro do chefe da República junto de governadores da Região Norte e também do vizinho Mato Grosso, realizada na tarde desta quarta-feira (18), em Brasília (DF).

Conforme o secretário, na reunião o presidente garantiu que irá colaborar com o reforço da segurança nas fronteiras, seja por meio da Força Nacional ou Forças Armadas, principalmente neste momento em que o país vive uma crise no sistema carcerário. “Pelo que foi sinalizado, ele entendeu que a União precisa colaborar com o investimento de forças de segurança na fronteira, que chegou a hora do governo ajudar os estados garantirem a lei e a ordem”, explicou.

Segundo Barbosa, ainda não há data para que o reforço da segurança chegue ao Estado, já que as ações ainda devem ser programadas. “Haverá uma integração muito forte entre os estados e o governo federal, que devem conduzir as ações de maneira a buscar o fortalecimento da segurança no país”, diz.

Ainda conforme o secretário, também ficou previamente acordado com a União, a simplificação do processo de construção de presídios, através de projetos modulares e ações do governo federal. “O objetivo é quebrar barreiras e construir mais vagas, terminar aqueles presídios que estão em construção e resolver este problema. Na verdade foi uma oportunidade que os governadores tiveram de expor o que está acontecendo nos Estados, a carência de vagas e recursos para a segurança”, explicou.

Por ser área de fronteira e passagem de drogas e armas para o Sudeste, Mato Grosso do Sul é visto com prioridade pelo Ministério da Justiça e Cidadania, depois da explosão da guerra entre facções que culminou em rebeliões em presídios, com um total de mais de 130 mortos em cinco estados: Amazonas, Roraima, Paraná, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, além de fugas e feridos. Mato Grosso do Sul tem quatro vítimas fatais em seus presídios até aqui no ano.

A governadora em exercício, Rose Modesto (PSDB), também participou da reunião e, além da apresentação de pontos a terem vigilância reforçada, tinha como objetivo captar a parte que falta da verba de R$ 54 milhões, prometida pelo ministro da Justiça Alexandre de Moraes ao Estado no fim do ano passado.

O Campo Grande News não conseguiu contato com a governadora em exercício para confirmar se ficou algo definido quanto a verbas na reunião.

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