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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Março de 2019

16/01/2019 11:03

Tormento de passageiros em viagens de ônibus e vans renderam 350 multas

Das multas aplicadas pela Agepan de 2018, muitas foram contra veículos clandestinos

Bruna Kaspary
As vans que atuam na rodoviária velha de Campo Grande estão todas licenciadas pela Agepan (Foto: Bruna Kaspary)As vans que atuam na rodoviária velha de Campo Grande estão todas licenciadas pela Agepan (Foto: Bruna Kaspary)

Veículos sujos, quebrados e atrasos nos horários são as reclamações mais comuns entre os usuários de ônibus intermunicipais no Estado. Como não há muitas alternativas, os passageiros se submetem à precariedade de frotas antigas. Por isso quase 57% do total de denúncias se refere às condições inadequadas dos veículos. Mas as vans que fazem transporte clandestino e a direção perigosa são outros riscos enfrentados por quem depende desse serviço para pegar a estrada em Mato Grosso do Sul.

Somente os casos de veículos clandestinos que foram flagrados pela Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) em 2018 superam 21% das multas aplicadas. Foram 74 notificações feitas no ano passado para motoristas que faziam o transporte de passageiros sem autorização ou o respeito às regras estabelecidas em lei.

“Nós temos uma dificuldade muito grande em conseguir identificar esses clandestinos porque, não bastasse as vans irregulares, tem também o ‘carona amiga’, que é quando o motorista cobra para fazer viagens e normalmente são em carros pessoais”, explica o presidente da agência Youssef Domingos. Somente no ano passado, foram 10 denúncias de transporte clandestino.

É à Ouvidoria do órgão que os passageiros denunciam as situações que provocam risco e desconforto. “Já no momento da denúncia, ele é informado se o que ele está relatando é passível de uma notificação da empresa”, explica Youssef.

Dentre os casos registrados, 40% são em relação às condições precárias do transporte, sendo que 24 dessas reclamações foram por causa de veículos sem manutenção ou que quebraram no meio da viagem.

Para melhorar – Depois de protocolada a denúncia, explica o presidente, equipes de fiscalização da agência montam barreiras para tentar flagrar essas irregularidades e notificar a empresa. Em muitos casos é necessário contar com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e com a PRE (Polícia Rodoviária Estadual) como apoio às fiscalizações.

“Antigamente a gente contava também com a Agetran [Agência Municipal de Transporte e Trânsito] e fazíamos plantão na entrada de Campo Grande, estamos voltando aos poucos com essas ações”, garante Youssef.

A agência municipal também colabora no combate aos veículos clandestinos, já que esses normalmente entregam os passageiros na porta de casa, concorrendo também com os meios de transporte locais - ônibus, táxis e moto-táxis -, que fariam esse translado.

Além desses apoios, há também as fiscalizações volantes da própria Agepan, segundo o presidente. Essas ações são as que mais flagram veículos em más condições. “A gente notifica, pede a troca da frota, mas tem empresa que não ajuda, não se adequa mesmo”, lamenta Youssef.



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