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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

29/08/2009 10:26

Um mês após inquéritos da Owari, ninguém foi denunciado

Redação

Neste domingo completa um mês que a Polícia Federal concluiu os inquéritos das operações Owari e Brothers e até agora nenhum dos 73 indiciados foi denunciado pelo MPE (Ministério Público Estadual). As 268 páginas divididas em 30 volumes mostram o resultado de dois anos de investigação sobre os grupos acusados de fraudar licitações em Dourados, Naviraí e Ponta Porã.

Os inquéritos foram entregues ao MPE em Dourados pelo delegado Bráulio Cezar Galloni no dia 30 de julho, três semanas após a operação que levou 42 pessoas para a prisão, entre elas secretários municipais, vereadores e empresários das três cidades. Todos ficaram menos de uma semana na prisão, beneficiados por habeas corpus do desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Há três semanas um dos promotores que analisam os inquéritos da PF informou ao Campo Grande News que em sete dias os acusados começariam a ser denunciados ao Poder Judiciário, mas até agora as denúncias não foram feitas. O promotor relevou à época que pelo menos três pessoas, que não tinham sido indiciadas pela PF, seriam incluídas na lista de denunciados pela Promotoria de Justiça e que dos 73 que foram indiciados, pelo menos um não receberia denúncia.

O grupo liderado pelo empresário Sizuo Uemura e pelos seus filhos Eduardo Takashi Uemura e Sizuo Uemura Filho, o Dinho, investigado pela Operação Owari, é acusado de fraudar licitações para assumir o monopólio de serviços públicos nas áreas de saúde e funerários.

Já o grupo investigado pela Operação Brothers, liderado pelos irmãos Everaldo e Eduarte Dias Leite, é acusado de corromper servidores para manter o controle de serviços de transporte de estudantes, coleta de lixo e de entulho, poda de árvore e limpeza de ruas e prédios públicos.

A investigação da Polícia Federal relevou, principalmente através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, que os dois grupos eram independentes, cada um atuando em sua área, embora a maioria dos 73 indiciados tivesse ligação tanto com os Uemura quanto com os irmãos Dias Leite.

O trabalho de dois anos da PF

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