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Campo Grande, Terça-feira, 24 de Abril de 2018

14/02/2018 20:56

Visto eletrônico aumenta entrada de turistas no Brasil, confirma Embratur

Alana Gandra, da Agência Brasil

O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, comemorou os resultados da concessão do visto eletrônico para turistas oriundos dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão. Segundo o Ministério do Turismo, somente no período do carnaval, 400 mil turistas estrangeiros deverão ter ingressado no Brasil, injetando na economia R$ 11,4 bilhões, além de 10,7 milhões de turistas nacionais. Os números consolidados deverão ser apresentados nos próximos dias, disse Lummertz hoje (14) à Agência Brasil.

Para o presidente da Embratur, o visto eletrônico é uma grande mudança na estratégia de internacionalização do turismo do Brasil. A expectativa da Associação de Agências de Viagens dos Estados Unidos (USTOA, na sigla em inglês) é que dobre o número de turistas americanos que visitam o Brasil por causa dessa facilitação. O mesmo ocorre em relação aos demais países que já têm o visto eletrônico.

Lummertz observou, contudo, que isso requer tempo. “Mas a reação foi imediata”. Os agentes de viagens que trabalham em casa, chamados 'home brokers', também estão com a expectativa que a derrubada dessa barreira facilite muito a vinda dos americanos e canadenses para cá.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Manoel Linhares, afirmou à Agência Brasil que o visto eletrônico vai facilitar muito o ingresso de turistas dos EUA e dos demais países para o Brasil. “Sem dúvida, a tendência é melhorar cada vez mais a entrada de americanos, que são o segundo destino que o Brasil recebe, depois da Argentina”.

Durante o desfile das escolas de samba do Grupo Especial, no Rio de Janeiro, o presidente da Embratur recebeu o primeiro grupo de 74 australianos que fizeram o visto eletrônico. Considerou essa uma “bela amostra” da importância dessa ação. A vice-presidente da Associação de Hotelaria da Austrália, Lyn Humphreys, falou que a medida agradou aos australianos, que precisavam fazer longas viagens até os consulados do Brasil naquele país e agora conseguem o visto pela internet em apenas 72 horas, contra os dois meses anteriores.

Esforço de internacionalizaçãoO titular da Embratur deixou claro, por outro lado, que também faz parte desse esforço de internacionalização do turismo brasileiro projetos que estão no Congresso Nacional. Entre eles, o Céus Abertos, que amplia o número de voos dos Estados Unidos por semana para o Brasil; a abertura do capital das companhias aéreas para o capital estrangeiro, para aumentar as condições de competitividade do país; e a transformação da Embratur em uma agência independente, para que ela possa competir com mais agilidade no mercado mundial.

O Fórum Econômico Mundial define o Brasil com o tendo maior potencial natural para o turismo entre todos os países do mundo. Lummertz salientou que o país possui um potencial de parques naturais, litoral e cidades históricas que ainda não foi desenvolvido integralmente.

Essa é uma boa notícia, porque permite ao país imaginar para as próximas décadas a geração de muitos empregos em muitos estados e destinos. Mas é preciso construir a abertura, que vai atrair também investimentos, salientou. De acordo com o líder da Embratur, o Brasil necessita vencer a burocracia, o que o torna um país difícil de investir em função da insegurança jurídica. “Precisamos combater isso. Facilitar o investimento no Brasil é muito importante. O visto eletrônico é importante, mas os outros componentes de competitividade e promoção devem vir juntos. A Embratur está trabalhando nessa direção”.

China - Um próximo passo, segundo Lummertz, será abrir o mercado chinês para o turismo brasileiro. A China é, atualmente, o maior investidor no Brasil e o seu maior parceiro comercial. A meta é buscar parte dos 120 milhões de turistas chineses que viajam para todo o mundo, não só em viagens de lazer, mas também de negócios e de eventos. Deste total de 120 milhões de turistas chineses, o Brasil recebe apenas 55 mil.

“Nós precisamos aumentar a conexão com eles. E a forma de conectar com a China é a aérea”, falou. A China investe hoje cerca de US$ 5 trilhões para modernizar as rotas da seda, aproximando-se de 65 países da Eurásia e da Europa. “Muitos países se beneficiarão desse comércio com o país que mais cresce no mundo, mais acumula capital e mais investe no mundo”, disse Lummertz, que adiantou que já está em discussão no âmbito dos ministérios das Relações Exteriores e do Turismo a possibilidade de concessão do visto eletrônico também para o turista chinês.

Segundo Lummertz, o Brasil tem participação de 1% no comércio internacional e de apenas 0,7% no turismo global. Para aumentar isso, sinalizou que é preciso passar pelo caminho do turismo e das viagens, pela melhoria dos aeroportos e por mais investimentos.



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