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Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

24/06/2009 12:11

Waltrudes diz que é inocente e que vice quer dar o golpe

Redação

O presidente do Sintáxi (Sindicato dos Taxistas de Mato Grosso do Sul) e da Coopertáxi (Cooperativa dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários e Táxi de Campo Grande), Waltrudes Pereira Lopes, disse, nesta terça-feira, que nunca desviou dinheiro e que o vice-presidente das duas entidades, João Santana (o Lula), quer dar um golpe para assumir o comando da cooperativa.

Na versão do presidente, Lula estaria "tomado pela emoção" e agindo com o apoio dos candidatos derrotados nas disputas pela Coopertáxi e pelo Sintáxi. Waltrudes diz que tudo não passa de uma disputa política entre os dois grandes grupos do setor: a Coopertáxi e a Rádio Táxi Campo Grande.

Waltrudes admite que a Coopertáxi passa por sérias dificuldades financeiras, segundo ele em razão da crise mundial, que prejudicou a venda de combustíveis no posto da cooperativa. As dívidas o levaram a tomar medidas impopulares como a cobrança, a partir do mês que vem, de R$ 200 pelo uso do serviço de rádio.

Outra medida impopular foi a suspensão do fornecimento gratuito de óleo e filtro para os carros dos associados. "A gordura foi toda queimada, não se tira leite de pedra", diz. "Está parecendo briga de marido e mulher, quando acaba o dinheiro. Depois dizem que o dinheiro não traz felicidade", acrescenta.

O presidente da Coopertaxi afirma ainda que as dívidas são com instituições financeiras e não com agiotas. "Agora, se eu tenho (dívida com agiota) é problema meu. Eu sou dono de três postos de combustíveis. As entidades não têm", afirmou.

Waltrudes também nega a acusação de perseguição aos oposicionistas. Ele diz que todos os taxistas punidos fizeram concorrência desleal ou tomaram atitudes incorretas.

"Eu prezo pela categoria. Eu os trato como se fossem filhos. Você não vê taxista estampado nas páginas policiais. Eu não permito que taxista cobre a mais, que fuja do trajeto, que mecha com mulher dos outros", afirma.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) instaurou há um ano inquérito civil para investigar a conduta de Waltrudes na Coopertáxi e no Sintáxi. Ele é acusado de promover assédio moral e tomar o rádio dos adversários na cooperativa e na entidade.

Nesta manhã, taxistas fizeram uma reunião no Sintáxi para tomar providências sobre um suposto desvio de verbas do sindicato e cobrar maior transparência na contabilidade do sindicato.

Também está prevista para amanhã, a partir das 7h30, uma reunião na Coopertáxi com objetivo semelhante: apurar supostos desvios de verba na cooperativa.

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