ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
ABRIL, SEXTA  03    CAMPO GRANDE 29º

Boa Imagem

As regras invisíveis do elevador

Não existe um manual de civilidade nestes espaços, mas alguns comportamentos silenciosos falam, e muito.

Por Larissa Almeida (*) | 03/04/2026 09:21




Existe um lugar onde a convivência humana é colocada à prova em poucos segundos: o elevador. Um espaço pequeno, silencioso, compartilhado com desconhecidos e, ainda assim, cheio de códigos sociais que muita gente ignora. O curioso é que ninguém nunca ensinou formalmente essas regras. Mas quem entende de imagem pessoal sabe: são justamente esses detalhes que constroem ou comprometem a percepção sobre você.

Elegância não é sobre roupa. É sobre comportamento, e o elevador é um verdadeiro teste de civilidade.

1. A porta não é sua, é de todos

Entrar no elevador sem esperar as pessoas saírem não é pressa. É falta de educação. Existe uma lógica simples de convivência: primeiro sai, depois entra.
 Respeitar esse fluxo mostra educação, atenção ao outro e inteligência social.

Quem atropela esse momento transmite exatamente o oposto: ansiedade, egoísmo e desatenção.

2. Existe, sim, uma fila, mesmo que invisível

Não tem marcação no chão, não tem senha, não tem aviso.
 Mas existe uma ordem. Quem chegou primeiro, entra primeiro. Furar essa “fila silenciosa” é um dos comportamentos mais percebidos, e mais julgados, em ambientes coletivos.

3. O painel não é apoio

Encostar-se nos botões do elevador ou bloqueá-los com o corpo é um detalhe pequeno, mas extremamente incômodo.

Você impede que outras pessoas tenham acesso, cria constrangimento e demonstra falta de consciência espacial.

4. Cumprimentar não é opcional

Entrar em um ambiente fechado com outras pessoas e não dizer absolutamente nada não é neutralidade. É ausência de educação.

Um simples “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite” é o mínimo esperado.

E aqui vai um ponto importante: se alguém não responder, o problema não é seu, é da outra pessoa. Educação não depende da resposta. Depende de quem você escolhe ser.

5. Elevador não é sala de reunião

Conversas no elevador, principalmente pessoais ou em tom alto, invadem o espaço do outro. Ninguém escolheu participar daquela conversa, mas será obrigado a ouvir. Saber onde falar é tão importante quanto saber o que falar.

6. Segurar a porta é um gesto simples, e poderoso

Se você chegou primeiro, tem uma oportunidade: facilitar a experiência de quem vem depois. Segurar a porta por alguns segundos é um gesto pequeno, mas que comunica muito: gentileza, atenção e respeito.

No fim, nunca foi sobre o elevador. É sobre convivência. Sobre perceber o outro. Sobre entender que sua presença impacta o ambiente.

(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Durante 14 anos, trabalhou na área de comunicação e imagem em instituições como a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). É consultora de imagem formada pela RML Academy (Royal Makeup Lab Academy) e pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de especialista em dress code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e pela RMJ TRE (RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial). Siga no Instagram @vistavoce_.