Como escolher a melhor bota para o inverno
A bota ideal não é a mais fashion da temporada, mas a que valoriza sua imagem, seu biotipo e funciona na sua rotina.
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Com a chegada do frio, elas reaparecem nas vitrines, nos looks e recheiam as redes sociais: as botas. Elegantes, versáteis e cheias de personalidade, elas têm o poder de transformar completamente uma produção. Mas existe um detalhe importante que muita gente ignora: nem toda bota funciona para todo mundo.
Mais do que seguir tendências, escolher a bota certa é entender o que conversa com seu estilo, seu corpo, sua rotina e até com as roupas que você já tem no armário. Afinal, uma peça bonita, mas difícil de usar, acaba esquecida no fundo do closet.
O primeiro ponto: conforto não é frescura
Antes de pensar no modelo mais fashion da temporada, existe uma pergunta essencial: você consegue usar essa bota de verdade?
Seu limiar de conforto importa, e muito. Algumas mulheres se sentem poderosas em um salto alto e fino. Outras preferem estabilidade, praticidade e conseguem aproveitar muito mais uma bota de salto bloco ou rasteira. E está tudo certo.
Uma bota desconfortável altera postura, expressão facial, humor e até sua comunicação não verbal. Elegância também é conseguir caminhar com naturalidade e segurança.
O biotipo também influencia
A altura do cano, o formato da ponta e até a espessura do salto podem criar efeitos visuais diferentes no corpo.
Botas de cano curto, por exemplo, podem “cortar” visualmente a silhueta dependendo da composição. Já modelos de cano médio ou longo ajudam a alongar quando usados de maneira estratégica.
Mulheres mais baixas costumam se beneficiar de modelos mais ajustados à perna e com bico mais fino ou levemente alongado. Já quem tem pernas mais grossas pode preferir canos baixos ou médios, e materiais mais estruturados, que não apertem excessivamente.
O segredo não é criar regras rígidas, mas entender proporção e harmonia visual.
A melhor bota é a que combina com o seu armário
Esse talvez seja o erro mais comum: comprar uma bota linda que não conversa com nenhuma roupa que você já possui.
Antes de escolher, observe as cores predominantes do seu guarda-roupa. Você usa mais preto? Tons terrosos? Cinza? Off white? Jeans claro ou escuro?
Uma bota precisa funcionar dentro da sua cartela pessoal de uso. Quanto mais ela conversar com as peças que você já ama, maior será o custo-benefício e a versatilidade.
Botas em cores neutras tendem a render mais combinações e atravessar tendências com facilidade. Marrom café e preto são as opções mais versáteis porque as roupas de inverno costumam ter cores mais escuras.
Menos informação, mais possibilidades
Muitas vezes, na tentativa de deixar a bota “diferente”, o excesso acaba limitando.
Plaquinhas, rebites, correntes, fivelas exageradas, mistura de materiais, muitas texturas e várias cores no mesmo calçado tornam a combinação mais difícil e deixam a peça menos atemporal.
Quanto mais informação visual a bota possui, menos versátil ela se torna.
Os modelos mais elegantes normalmente têm design limpo, acabamento sofisticado e poucos elementos competindo entre si. Isso não significa básico sem personalidade, significa inteligência visual.
Material faz diferença, inclusive na imagem que você transmite
Além da estética, o material interfere no conforto, na durabilidade e na percepção de sofisticação.
Camurça transmite aconchego e refinamento, mas exige mais cuidado. Eu evito porque fica com aparência de velha com facilidade. Couro liso costuma ter maior durabilidade e um visual mais elegante. Já materiais muito sintéticos podem comprometer conforto térmico e acabamento.
Vale pensar também na praticidade da sua rotina. Você dirige muito? Caminha bastante? Frequenta ambientes mais formais ou casuais? Imagem pessoal também é funcionalidade.
Tendência passa. Estilo permanece
Nem toda trend precisa entrar no seu armário. A melhor bota não é necessariamente a mais viral da internet, e sim aquela que faz sentido para sua vida, valoriza sua imagem e acompanha sua rotina.
(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Durante 14 anos, trabalhou na área de comunicação e imagem em instituições como a Caixa Econômica Federal, a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). É consultora de imagem formada pela RML Academy (Royal Makeup Lab Academy) e pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de especialista em dress code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e pela RMJ TRE (RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial). Siga no Instagram @vistavoce_.

