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Você sabe como evitar compras erradas?

Pesquisa aponta o Brasil como o 9º maior consumidor de roupas. E isso não é pouca coisa!

Por Larissa Almeida (*) | 26/04/2022 11:00

Dentre 195 países no planeta, o Brasil figura como o 9º maior consumidor de roupas do mundo. E para 38% dos consumidores, o menor preço é o principal fator levado em conta na hora da compra, seguido pela variedade, importante para 33% dos entrevistados.

As lojas de Fast Fashion estão entre as maiores incentivadoras deste padrão que favorece o consumo e o descarte rápido de roupas. A mesma pesquisa, realizada pela plataforma CupomValido, e divulgada em agosto de 2021, aponta que as Fast Fashion estão no topo da lista no volume de vendas. A Renner lidera o ranking, com R$ 9 bilhões em volume de vendas, seguida da C&A, com R$ 5 bilhões, e a Alpargatas, dona da Havaianas, Osklen e Dupé, com R$ 2 bilhões.

Mas como evitar cair em tentação e fazer compras que você vai acabar usando pouco ou, pior, não usando? Ou ainda investir em peças que não combinam com praticamente nada e são mais do mesmo que você já tem?

Anote essas dicas:

1. Reserve uma tarde por mês, ou algumas por ano, e observe seu guarda-roupa. Veja as peças que têm, as quantidades, e o que sente falta de ter. Vá fazendo uma lista específica com tudo o que precisa. Exemplo:

  • Uma calça social azul marinho para combinar com a minha blusa amarela, a verde e a vermelha.
  • Uma camisa branca básica e lisa, sem detalhes, para usar com a saia florida, e as minhas calças sociais. E por aí vai.

Deixe a lista sempre na bolsa ou no celular, para quando estiver no shopping ou passeando por alguma loja, saber exatamente quais peças que precisa e em quais cores. Só vá às compras com a lista, assim evita comprar a blusinha só porque está barata. Procure sempre comprar a partir desta lista de necessidades.

2. Sempre prove a roupa antes de comprar. Veja no espelho se veste bem no seu corpo, e se ficou confortável. Tenha certeza que gostou de tudo da peça antes de levá-la para casa. Se ficou apertando ou folgada em algum lugar, se tem algum detalhe que te incomoda, se vestiu mais ou menos, muito provavelmente você não conseguirá usar.

3. Observe as costuras e acabamento da peça para ver se estão bem feitos. Os detalhes fazem toda a diferença no caimento.

4. Analise também a etiqueta de composição, que deve estar costurada do lado avesso da peça. Lá estão contidas as instruções de lavagem e o tecido. Se tiver um balde com uma mão desenhada, por exemplo, a peça deve ser lavada manualmente. Se você só lava sua roupa na máquina, melhor não levar.

5. Observe a composição do tecido. Escolher bons tecidos é essencial para a durabilidade, conforto e bom caimento da peça.

  • Fibras naturais (de origem animal ou vegetal) são duráveis, confortáveis e “deixam a pele respirar”, porque se adaptam a temperatura corporal. Exemplos: algodão, linho, seda, cashmere e lã.
  • Fibras artificiais, que são produzidas pelo homem, mas provêm de fontes naturais, tem boa resistência, conforto térmico, bom caimento e são confortáveis. Exemplos:  viscose, modal, liocel e acetato.
  • Fibras sintéticas, como poliamida, poliéster, elastano e acrílico normalmente podem ser lavadas na máquina, são duráveis, normalmente não precisam ser passadas, mas são quentes, não deixam a pele respirar e também ficam com “cheiro”, principalmente nas axilas, conforme o uso.

Nem sempre os tecidos são fabricados 100% com uma única fibra. Existem também os tecidos mistos. Mas se quiser mais qualidade e conforto térmico, quanto menos poliéster, melhor.

6. Analise se aquela peça que quer levar combina com pelo menos outras cinco que você já tem.

7. Fuja das tendências. É importante evitar comprar só porque está na moda. Você usa poucos meses e depois a peça “perde a serventia”. Tenha no armário pelo menos 75% de peças que poderão ser usadas pelos próximos dez anos e não sairão de moda. Ou seja, para cada 4 peças atemporais, 1 tendência.

(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS. Trabalhou durante 14 anos na área de comunicação e imagem em importantes instituições como Caixa Econômica Federal, Prefeitura de Campo Grande, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul. Consultora de imagem formada pelo RML Academy e Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Especialista em Dress Code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial.

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