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De olho na TV

A busca do sucesso fácil das emissoras de rádio

Por Reinaldo Rosa | 28/10/2013 09:29

COLA PERMISSIVA - Esporadicamente aparecem emissoras de rádio reverberando ser líder de audiência, em Campo Grande. Mesmo com a falta de detalhes sobre propalada enquete, concorrentes acreditam e, de imediato, ‘colam’ na programação da suposta líder. A mesmice vem automaticamente.

DIVERSIFICAÇÃO ZERO - Existem segmentos de brasileiros que, acreditando na pujança da cidade – e/ou do Estado -, aqui aportaram. Programação diversificada (como se exige de concessionária de comunicação social) é fator desconhecido – ou desprezado- por empresários de rádios locais. Coerentes com a classificação empresarial apenas o lucro fácil e rápido é visado.

OUÇAM CHACRINHA - Míopes dirigentes que colam – e acreditam- no possível sucesso alheio poderiam usar do cômodo hábito de copiar o que outros fazem e ampliar a visão de ‘observadores’. Com os diversos segmentos existentes na sociedade, a rede Globo coloca na grade de programação as chamadas séries. Ficam no ar por tempo determinado e, se registrarem resultados positivos (financeiro e de crítica) continuam. Em comunicação nada se cria; tudo se copia. Na cola do Velho Guerreiro.

QUEM QUER DINHEIRO – Falando em miopia; existe grande gama de ouvintes interessados em noticiosos radiofônicos. A maioria destes programas diários tem, invariavelmente, 60 minutos – ou pouco mais - de duração. Alguns apelam para retransmissões de boletins da Rádio Web (embora tenhamos capacitados jornalistas desempregados) e incluem entrevistas que nunca são completadas pela exiguidade de tempo da produção. E dá-lhe gaita.

BATE PAPO COM OUVINTES – Editoria feita e voltada para a qualidade informativa é capaz de segurar o ouvinte horas a fio sintonizado na emissora. Dica para os carentes de ideias no campo da comunicação hertzianas; sintonizem a Band News FM, de São Paulo. Mix de notícias 24 horas e, a música é citada quando se transforma em fato notícioso. Tem público fiel que proporciona excelente colocação no Ibope. Quem não quer se inteirar dos fatos que movimentam o país e o mundo, que mude de estação. Simples assim.

NÓIS VAI FUNDO – Utilizando-se das maravilhas de espaço alugado na Difusora, vereador Coringa comanda ‘programa’ onde acontece de tudo; menos esclarecimentos mínimos dos bancos escolares. A utilização do ‘s’ para o plural é totalmente alheia ao saber do apresentador. “Nossos telefone (sic) não para (sic)”. “É mais um ouvinte que tá na linha, ao vivo, pra fazer seus recrames que o vereador vai transformar em indicação” e outras perolas são seguidas.

FALA POVO – “Prezado Reinaldo Rosa grato pelas referências em sua Coluna no Campo Grande News. O Repórter MS, da TV Brasil Pantanal (antiga Educativa), tem procurado fazer o melhor jornalismo de acordo com sua estrutura e característica de emissora pública, lembrando que 20% de nossa produção é voltada aos telejornais da TV Brasil em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo”. Abraços -Edmir Conceição Santos.

FALA POVO II - “Estive em Cuiabá, na quarta-feira. Pelo pouco que ouvi as rádios FM de lá têm programações diversificadas (pop, sertanejo, gospel, notícias, anos 80, etc). E isso porque Cuiabá é bem menor que Campo Grande. Tem Mix FM, Jovem Pan, Band FM, CBN e Rádios Gospel. Que os empresários de comunicação venham a abrir suas mentes que, nem só de sertanejo vive o povo de Campo Grande. O povo já está cansado disso. Campo Grande é diversificada, pois (aqui) moram muitas pessoas de outros Estados. Tá na hora de as empresas de comunicação se abrirem para novidades nas rádios FM. Quem ganha com isso é o povo, os veículos e a publicidade, pois haverá mercado”.