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31/01/2017 07:08

A Argentina fecha as portas ao Paraguai, Bolívia e Peru

Mário Sérgio Lorenzetto
A Argentina fecha as portas ao Paraguai, Bolívia e Peru

Começou a grande corrida. Quem conseguirá fechar as portas para seus desafetos? Donald Trump deu a largada. Outros vão no vácuo do líder supremo autoritário. O governo Macri acaba de emitir ordens para que seu serviço de proteção às fronteiras seja reforçado. Deseja impedir a entrada de paraguaios, bolivianos e peruanos que estejam ligados ao narcotráfico. A Argentina também está mudando. Era um dos países mais livres da América Latina. Acaba de criar restrições à entrada de estrangeiros.

A Argentina, como o Brasil, está atemorizada pela insegurança. Mas este é um ano eleitoral para os argentinos. Resolveram encontrar um culpado, um bode expiatório para seus problemas de insegurança - os estrangeiros. Mas os dados não lhes dão razão. A Argentina tem 4,5% de estrangeiros em seus cárceres. Todavia, os estrangeiros perfazem 6% da população argentina. Não parece uma cifra alarmante. O governo Macri utiliza outros números para embasar sua decisão. Afirma que nas prisões federais, esquecendo das provinciais, há um total de 21% da população carcerária composta por estrangeiros.

A mensagem emitida pela Ministra da Segurança, Patricia Bullrich, é clara: "Para cá vem cidadãos peruanos e paraguaios e terminam matando pelo controle da droga. Muitos paraguaios, bolivianos e peruanos se comprometem tanto seja como capitalistas ou mulas, como choferes ou como parte de uma cadeia nas questões do narcotráfico".

A Argentina, novamente, tal como o Brasil, vive um momento delicado na questão da segurança e muitos de seus cidadãos apostam na via fácil de culpar os estrangeiros. Buenos Aires, Córdoba e Rosario, vivem em estado de alerta permanente. Cinco canais de televisão, 24 horas por dia, dão o clima de insegurança. Emitem os últimos detalhes do assassinato mais escandaloso de cada dia.

É uma cópia do vizinho, com raras diferenças. A classe média e os ricos - que elegeram Macri - vivem em fortalezas. Criaram bairros com muros eletrificados. Ninguém pode neles entrar sem passar por uma revista completa dos carros e das bolsas. Os pobres, mais afetados - os delitos mais graves ocorrem em seus bairros - reagem desesperados. Há uma proliferação de armas, inédita em país historicamente tranquilo. Todos exigem que Macri faça alguma coisa.

Quando o presidente vai a um bairro e bate de porta em porta, invenção de seu guru equatoriano Jaime Duran Barba, os moradores clamam quase exclusivamente pela segurança. Aos dados reais são somados a sensação que transmitem os meios de comunicação dedicados de forma prioritária a esse assunto. Cada novo acontecimento multiplica o efeito. Macri contrata cada vez mais policiais. Mas não basta. Os crimes escandalosos se perpetuam. O presidente, em ano eleitoral, recorreu ao ultimo cartucho: os estrangeiros. Será essa a temática eleitoral brasileira no próximo ano?

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Canadá, Starbuck e Airbnb enfrentam Donald Trump

A quase totalidade dos presidentes e primeiros-ministros europeus continua a reagir ao polêmico decreto anti-imigração de Donald Trump. A exceção foi o presidente da República Tcheca. Milos Zeman, elogiou o decreto considerando que "Trump protege o seu país, preocupa-se com a segurança de seus cidadãos. Exatamente o que as elites europeias não fazem."

O mais contundente líder de uma nação, contrário ao decreto de Trump, foi seu vizinho do norte. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, abriu as portas de seu país aos impedidos de entrar nos EUA: "Aos que fogem da perseguição, do terror e da guerra, saibam que o Canadá vos receberá independentemente de vossa fé". Fora do mundo da política, várias empresas, sobretudo tecnológicas, denunciaram o decreto de Trump.

A Airbnb ofereceu alojamento gratuito a quem seja impedido de embarcar para os EUA. Já a Starbuck prometeu empregar 10 mil refugiados nos 75 países onde tem lojas, inclusive nos Estados Unidos.

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Luva eletrônica portuguesa permite levantar 40 kg sem fazer força

Uma empresa do Porto, em Portugal, desenvolveu uma luva eletrônica que permite a pessoas, especialmente aquelas com problemas nos músculos e nas articulações das mãos, de levantar objetos pesados. É possível levantar até 40 quilos com a mão relaxada e sem fazer força. Essa solução tecnológica, descrita como "segura" e "leve", utiliza têxteis finos, respiráveis, flexiveis, inteligentes e personalizáveis. Devolve às mãos uma das mais importantes funções que é a de levantar objetos.

A solução da empresa "Nuada" baseia-se, principalmente, em componentes de baixo consumo energético e mantem a sensibilidade ao toque. De acordo com a empresa, uma das utilizações principais está na área medica, sendo o produto, nesse caso, orientado para idosos ou que tenham artrite, bem como para pacientes que tiveram acidente vascular cerebral (AVC). Outro foco está em atividades que exigem muito esforço como na linha de produção de fabricas e na construção civil.

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